Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entrevista. Mostrar todas as postagens

Entrevista Holiness

Sem dúvidas uma das mais gratas surpresas no nosso cenário musical é a banda gaúcha Holiness. Com uma sonoridade que não fica presa a uma estética mais dark e nem a vocalista se prende a clichês já consagrados. A vocalista Stéfanie Schirmbeck nos concedeu uma entrevista, que vocês verão a seguir.

MGPodcast: Bom, vamos começar a entrevista. Em primeiro lugar, por que do nome Holiness? O que ele representa para a banda?
Stéfanie Schirmbeck: Holiness significa "Santidade", para a banda não há relação com a religião, essa palavra nos remete à transcendência do ser humano no sentido de superação, somos seres que se elevam intelectualmente e emocionalmente quando se dedicam a algo, seja nas artes, ou na filosofia, por exemplo.

MGPodcast: Conte-nos um pouco da história do grupo. De onde surgiu o interesse em montar uma banda, ainda mais numa cidade sem nenhuma tradição com rock e metal.
Stéfanie Schirmbeck: O "embrião" da banda foi formado em 2006, quando Cris e eu começamos a namorar. Mais tarde, em 2008 resolvemos gravar em uma demo o material que tínhamos, mas tudo aquilo precisava de uma reciclada, por isso convidamos o irmão dele, Fabrício, para trabalhar nos arranjos das guitarras, e o Hércules para trabalhar nas linhas do baixo.Na verdade Erechim tinha uma cena metal muito boa nos anos 90, e alguns de nós viveu essa época tão legal, que hoje infelizmente não existe mais.

MGPodcast: Como vocês definem o som da banda?
Stéfanie Schirmbeck: Definimos como um Metal contemporâneo, que é uma mistura de influências e estilos, pode ser?

MGPodcast: Como é a cena do Rio Grande do Sul para este tipo de música?
Stéfanie Schirmbeck: O metal não é tão forte, puxa mais para o rock inglês, ainda mais na capital,mas existem bandas muito boas, que representam muito bem o metal gaúcho no país.

MGPodcast: Comente suas influências musicais tanto na parte de composição musical como na parte de ideias.
Stéfanie Schirmbeck: Toda a banda ouve muito heavy, progressivo, hard rock, gothic metal e até pop rock. Tudo isso influencia na nossa musicalidade.

MGPodcast: De que falam as músicas?
Stéfanie Schirmbeck: Quanto às letras, gostamos de falar de dúvidas e angústias do dia a dia, dos obstáculos que enfrentamos e vencemos, enfim, coisas que todo mundo passa.

MGPodcast: Com o lançamento do disco BENEATH THE SURFACE, o grupo mostra que o cenário independente ainda é um local para excelentes ideias, contando com uma produção excepcional, muito acima da média. Como tem sido a aceitação deste disco?
Stéfanie Schirmbeck: Obrigada!!! O disco tem sido bem aceito, tanto pela mídia quanto pelo público, claro que como somos uma banda independente, às vezes enfrentamos alguns problemas como a distribuição, que no momento não chega a todos os estados do país, mas estamos muito satisfeitos com o retorno.

MGPodcast: E como se deu a produção deste primeiro disco?
Stéfanie Schirmbeck: O Cd foi gravado em um sítio no Rio Grande do Sul, o engenheiro de som foi Adair Daufembach e posteriormente foi mixado e masterizado na Alemanha pelo Tommy Newton, que já trabalhou com Helloween, Gamma Ray e Blind Guardian. Para nós foi como um sonho.

MGPodcast: Surgiu alguma proposta para o grupo nesse tempo?
Stéfanie Schirmbeck: Surgiu e ainda estão surgindo, à medida em que o nome da banda circula pelo mundo, mas nada que tenha sido concretizado, até pela crise da indústria fonográfica e decadência de selos menores É uma pena...

MGPodcast: Vocês têm contatos com outros grupos? Como que esses contatos ocorrem?
Stéfanie Schirmbeck: Sim, estão surgindo inclusive planos de fazer shows juntos, gostamos de conhecer outras bandas e aprender sempre. Agora em São Paulo isso está mais acelerado.

MGPodcast: Recentemente vocês se moveram para São Paulo, segundo consta uma entrevista no site Whiplash. Comentem as mudanças de ambiente, se elas foram boas e quais as expectativas que a banda tem.
Stéfanie Schirmbeck: Com certeza está sendo muito positivo, pois podemos ter contatos que antes não tínhamos, estudar e adquirir mais conhecimento como músicos e ampliar nossos horizontes. Em São Paulo é onde tudo acontece.

MGPodcast: Um ponto importante é lembrar que de uns seis anos para cá o número de bandas com mulheres assumindo a liderança ou pelo menos indo para o vocal tem crescido assustadoramente. Em diversos estilos temos a ascensão de gente como Alissa White-Gluz (THE AGONIST), Simone Simons (EPICA), Sara Noxx, além da revalorização de antigas musas, como a Doro. Mesmo assim o cenário musical, sobretudo dentro do metal/rock ainda é predominantemente masculino. Como você tem encarado esse mercado e como tem sido a repercussão do fato de uma mulher bonita estar à frente da banda?
Stéfanie Schirmbeck: Não posso reclamar!Acho que, apesar de hoje em dia ter muitas bandas com mulheres vocalistas, ainda assim é um diferencial, porém como houve outras antes abrindo caminho, tem um certo respeito que antigamente não havia. E não adianta só ser bonitinha.Tem que ter competência, senão você vira piada.

MGPodcast: Ainda no tema da outra pergunta, muitas destas vocalistas se tornam símbolos para os fãs e modelos para as meninas, como acontece com a Tarja Turunen e mesmo a Simone Simons. Você tem algum receio de se tornar referência para os seus fãs?
Stéfanie Schirmbeck: Acho que não, pois me tornei vocalista admirando outras mulheres. Não tem problema você se espelhar em alguém, desde que você não vire cópia dessa pessoa e tenha suas próprias ideias.

MGPodcast: Uma coisa que tem acontecido ultimamente é as bandas que tem vocalistas femininas adotarem um visual mais sombrio, quase romântico. No caso da banda, o visual é mais comum e mais sóbrio. Existe alguma motivação especial para isto?
Stéfanie Schirmbeck: Sim, existe. Legal você ter notado isso!! Como nossas letras não falam de castelos ou de fadas, e sim de coisas reais, por que não nos aproximarmos da realidade também visualmente?

MGPodcast: Dentro da cena metal existe um certo conservadorismo, onde os fãs muitas vezes rejeitam bandas que estejam no mainstream ou mesmo que mudem radicalmente o som, colocando elementos “proibidos”, como música eletrônica, por exemplo. Como vocês encaram esta questão?
Stéfanie Schirmbeck: Não creio que tenha importância, se o resultado final for consistente e agregar, sou totalmente a favor. Sou contra a banda soar "plastificada", totalmente sem identidade para poder vender. O fã de metal sente quando isso acontece.

MGPodcast: Quais são os planos para o futuro?
Stéfanie Schirmbeck: Agora que estamos em São Paulo, queremos fazer muitos shows pelo Sudeste e depois pelo Brasil.Nossa maior preocupação agora são os shows.

MGPodcast: Agora encerrando a entrevista, deixe uma mensagem para os fãs.
Stéfanie Schirmbeck: Gostaria de agradecer o apoio de todos e pedir que assistam aos shows da Holiness! Agora em São Paulo tocaremos dia 15/07 no Café Aurora. Esperamos vocês lá!

MG entrevista: Othera

Para inaugurar a nova seção do blog, aqui vai uma entrevista com a banda Othera, feita pela Capi (Camila). Meus sinceros agradecimentos pela primeira entrevista ao blog do podcast.


A banda Othera teve início em 2005 com o nome de Tuorta de Dannone, inicialmente tocando covers de diversas bandas como After Forever e Cradle of Filth. Agora preparam-se para lançar seu primeiro álbum, Childish Illusions. Como amiga e fã da banda convido todos a conferirem essa entrevista com a guitarrista Claudya e o vocalista Lucas, onde eles falam um pouco mais do grupo que vem de Paulínia, interior de São Paulo.

CAPI: O primeiro fato que chama a atenção a respeito de vocês é o antigo nome e a brusca mudança. Qual o motivo da mudança?
CLAUDYA: Bom... para não rolar uma autobiografia maçante, vou tentar me ater aos motivos mais importantes. No começo era um projeto despretensioso, todos éramos bem novos e sem um grande histórico da experiência de tocar numa banda. Daí o nome Tuorta de Dannone acabou sendo escolhido numa das nossas conversas à toa, sem relação direta com planos 'profissionais'. Muitas mudanças ocorreram ao longo desses anos que estamos juntos e, no final do ano passado, principalmente por conta da gravação do CD e das implicações que surgem em virtude da empreitada pra lançá-lo, achamos melhor escolher um novo nome, para que pudéssemos ser encarados com maior seriedade, visto que 'Tuorta', além de causar bastante polêmica, já incitou bastante descaso.

CAPI: Outro fato que chama bastante atenção é o fato da vocalista ser também a baterista da banda. Já tiveram algum problema com isso, por exemplo, de as pessoas perguntarem de onde sai a voz?
CLAUDYA: Eu não diria que isso é um problema. Chamaria, antes disso, de elemento surpresa. A primeira vez que nos apresentamos com essa configuração, a Maya tocando e cantando, foi bem marcante. Além de surpresa para nós, que não planejávamos nos apresentar nessas condições, foi muito legal notar a surpresa das pessoas, que realmente ficavam procurando de onde vinha a voz, além de que, quando alguém encontrava, cutucava os amigos do lado e todos ficavam apontando e comentando. Talvez isso possa ser um problema estético nos shows, mas acredito que não seja nada que um pouco de reflexão a respeito da nossa montagem de palco não solucione.

CAPI: Quais as principais influências no som de vocês?
LUCAS: De uma maneira geral, as principais influências são After Forever, Deadlock, The Agonist, Cradle of Filth, Children of Bodom e Nightwish.

CAPI: Como começou a banda?
CLAUDYA: Oi, você toca guitarra? Quer montar uma banda comigo? E você? Puxa, precisamos de um baterista, porque a vocalista eu já tenho! Ah, seu amigo toca baixo? Já temos uma tecladista, também. Você conheceu um guitarrista? Legal! (risos). Mais ou menos por aí.

CAPI: Desde que eu conheci a banda vocês mudaram de formação algumas vezes. Qual a formação original e qual a trajetória da banda?
CLAUDYA: Primeiro, éramos sete: Lucas e Carla no vocal, Aline no teclado, Morango no baixo, Maya na bateria, Helton e eu na guitarra. A Carla saiu e a Maya assumiu o vocal. Depois, a Aline saiu, ficou o sampler. Hoje somos cinco e, não desmerecendo tudo o que passamos e aprendemos com as duas colegas que nos deixaram, mas observando os frutos de todas essas transformações, muita coisa ficou melhor. É mais fácil chegarmos a consensos, agendar e cumprir compromissos... toda essa parte chata de relacionamentos.

CAPI: Como foi o processo de gravação do primeiro cd?
LUCAS: Foi bem tranquilo, mas um pouco extenso. Demoramos um pouco pela incompatibilidade de horários durante o ano “letivo” de cada integrante da banda. Gravamos no Piccoli Studio, faixa por faixa, instrumento por instrumento do Childish Illusions. O cd terá 11 faixas.

CAPI: Têm planos de shows futuros?
CLAUDYA: Opa! Quer convidar a gente pro seu festival? Topaaamos, por que não? (risos)

CAPI: No cd podemos escutar partes de teclado embora não conste nenhum tecladista na formação. Pretendem ter algum tecladista para os shows?
CLAUDYA: Quando a Aline deixou a banda, pensamos a esse respeito e até chegamos a sondar alguns conhecidos. Mas, com a gravação, que já estava encaminhada quando ela tomou essa decisão, surgiu a oportunidade de usarmos samplers para toda a parte de teclado das músicas, ideia que já havia sido esboçada anteriormente, embora, nessa proposta inicial, apenas para alguns instrumentos clássicos que tínhamos o intuito de utilizar. Acabamos nos acertando bem com essa formação e, pelo menos por enquanto, acredito que seja unânime a opção pelo sampler, mesmo ao vivo.

CAPI: Por enquanto vocês divulgaram duas músicas no myspace. Há previsão de quando será lançado o álbum completo?
LUCAS: Como a produção do cd foi independente, ainda não temos previsão. O custo é alto para prensar/lançar o cd todo, com uma tiragem boa. Estamos à procura de uma gravadora.

CAPI: Quais os planos para o futuro da banda?
LUCAS: Primeiramente, lançar o Childish Illusions logo! (risos). Já até esboçamos algumas coisas para, quem sabe, futuras músicas ou até mesmo um cd, e muitos shows!

CAPI: Agradeço a vocês pela disponibilidade de fazer a entrevista e devo dizer que sou super fã de vocês desde quando os conheci, o som de vocês está animal e estou torcendo pelo sucesso de vocês. Por último deixo esse espaço para vocês falarem algo pra quem for ler essa entrevista e nunca ouviu falar da Othera.
CLAUDYA: Oi! Não conhece a nossa banda? Pera aí, toma um cartão! Entra no nosso Myspace e adiciona no Orkut, heim!
LUCAS: Agradecer a você, Camila, por abrir essa oportunidade de falar do nosso trabalho como banda e para quem não nos conhece, segue os links abaixo =):
PS: Nós realmente temos um cartão da banda (risos)!


Formação Atual
Lucas Figueiredo - vocais
Maya Silva – bateria e vocais
Morango Peres - baixo
Claudya Perallis - guitarra
Yugi Miachiro - guitarra


Podcast Music Ground #23


Autor: Fallen Archangel

Playlist
Tiamat - Lucienne
I-GO - Synth Love
Demonoid 13 - Slaughter in Heaven
Hrossharsgrani - None Of You
Massacration - The Bull
Demon Eyes - Remords Posthumes
Adept - Who You Are
Tronn - Marcianos Não Usam Drogas
The National Socialist Hippie Community - Abstract Führer
Behemoth - Defiling Morality Ov Black God
The Agonist - And Their Eulogies Sang Me To Sleep
Unholy Matrimony - Following the Black Star of Thoughts
Nerthus - Battle Song
Ange Noir - Angelique
Tang Dynasty - Screaming Train
Enslavement of Beauty - Lush
Mandragora Scream - Dark Lantern
Penumbra - Enclosed
Draconian - Death, come near me

Se quiser ouvir ou baixar o programa, clique aqui

 
©2009 Musicground Podcast - Template Março modified by Snow White