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Solemn Novena - Kiss The Girls



O que dizer de um disco que, sem sombra de dúvidas, pode ser o lançamento do ano no meio gótico?
Vamos recapitular um pouco sobre o Solemn Novena. Esse grupo inglês ainda era pouco conhecido. embora tivessem já alguns bons discos. E é com o Kiss the Girls que sabemos, de fato, como a banda vai ser, sem nenhuma modéstia, uma das melhores da nova safra.
Gothic rock não permite inovação? Não pode ter um instrumental trabalhado? Vai ser sempre carregado e depressivo? Aqui vemos que não.
É um trabalho que é, ao mesmo tempo, gótico e rock’n’roll. Mas nada pesadão estilo The 69 Eyes: aqui o som é sóbrio, com boas partes de guitarra e bateria, coisa muito rara. Lembra um pouco o The Cult e o Love Like Blood mesclados numa atmosfera e sonoridade contagiantes.
Não ouviu ainda? O que está esperando? Corra atrás, é recomendado, sobretudo pelas músicas Silver e Trick or Treat.

Scorpions - Sting in the Tail


O fim da linha, a última parada da estrada. Essa é a definição já que é o último lançamento dos alemães. Será que faz jus ao legado desta, que é a maior banda que a Alemanha já gerou?
Raised on Rock é a canção de abertura do disco, que mistura elementos que consagraram a banda, como as dobras de guitarras e os vigorosos riffs, com uso de talk-box e efeitos mais modernos. É uma música com um ritmo interessante, um bem executado solo no fim da faixa e com grande potencial para ser single. Em seguida temos a faixa-título, que acentua a impressão passada pela anterior. Desta vez não há um solo e a duração mostra uma tendência desse disco, de músicas curtas. Slave Me prossegue a audição e também mostra um vigor peculiar e mantém o que foi observado nas músicas anteriores.
Eis que surge a primeira balada, The Good Die Young, que conta com a participação de Tarja Turunen, ex-Nightwish. É uma balada pesada, o que é uma grata surpresa. A introdução de violão engana, mas o que se ouve é aquilo que fez da banda de Hannover um dos ícones do Hard Rock mundial. A participação de Tarja é discreta, mas isso não representa um problema.
No Limit retorna ao ritmo anterior e não mostra nada de muito diferente das canções anteriores, o que é boa coisa. A próxima é Rock Zone, que nem parece ser uma música de uma banda tão rodada assim. Algum desavisado que não consiga reconhecer a característica voz de Klaus Meine diria que essa música é executada por alguma banda formada na última década, haja visto a sonoridade moderna, mas sem modismos. Lorelei é a segunda balada do disco, essa sim mais balada, na real concepção do termo. Tem a cara de uma balada do Scorpions, como Winds of Change.
Curiosamente é uma das músicas mais longas do álbum. Turn You On é a faixa seguinte, bastante inspirada. Sly é bem parecida com Lorelei, mais uma balada
pesada. Spirit of Rock mostra uma levada diferente das anteriores, o que não significa nenhum tipo de desvio do nível das músicas anteriores no quesito qualidade.
Chegamos ao fim, com The Best is Yet to Come, a balada a mais sossegada de todas. Ao atingirmos esse ponto algumas dúvidas surgem: Ouvindo esse disco e analisando o material, seria acertada a decisão de acabar com a banda? É difícil responder, pois eles poderiam continuar e fazer um trabalho similar a esse ou um outro Eye to Eye, então é algo meio relativo.
Há algum sinal de cansaço, falta de entrosamento ou algo que dê sinal de que a banda está no fim? Se não fosse o anúncio da banda, pareceria um lançamento normal, que seria seguido por uma longe turnê e o processo de composição se reiniciaria. A banda está bem entrosada e as músicas são bem executadas. Qual a palavra final sobre o disco? Bem, não é um novo Blackout ou Love at the First Sting, mas é um bom disco. É um fim digno para uma banda seminal como o Scorpions.

SILENTIUM

A banda finlandesa de gothic metal Silentium (ou Silentivm) surgiu em 1995 a partir do fim de outra banda. Quando a Funeral (death/gothic metal) , não confundir com a banda norueguesa de mesmo nome) acabou, o tecladista Sami Boman e o vocalista Matti Aikio criaram a banda que no começo contou com Jani Laaksonen (violino), Toni Lahtinen(guitarra), Juha Lehtioksa (guitarra) e Jari Ojala(bateria).

O primeiro trabalho saiu já no ano de 1996 e foi a demo Illacrimó. Em 1998 a banda lança o EP Caméne com participação da vocalista Tiina Lehvonen que, após este trabalho, torna-se integrante fixa na banda.
O lançamento das demos, principalmente Caméne, chama atenção do público na Finlândia e a banda acaba assinando contrato com uma gravadora iniciante, lançando em 1999 seu primeiro álbum, Infinita Plango Vulnera. Além de ser um passo inportante para a banda, o álbum apresenta Janne Ojala, novo baterista do grupo. Em 2001 Altum é lançado e novamente a banda tem uma boa resposta do público, ficando com sua agenda de shows cada vez mais cheia. 

Antes da gravação do próximo álbum, Tiina Lehvonen deixa a banda e é substituida por W Lilith para este cd. Sufferion sai em 2003 e é o cd mais trabalhando do grupo com coral e participação e produção de Tuomas Holopainen (Nightwish). Apesar de toda a produção do álbum, o público fica dividido com ele, mas isso não impede a banda de crescer cada vez mais com shows ao redos do país. 

Após o grande começo, o Silentium sofre um grande abalo em 2004 quando o baterista Janne Ojala, o violinista Jani Laaksonen e a vocalista Anna Ilveskoski, que havia acabado de ganhar o lugar na banda, saem ao mesmo tempo deixando o grupo sem rumo.

A banda não fica parada por muito tempo. No mesmo ano o baterista original, Jari Ojala, decide voltar e chega também a vocalista Riina Rinkinen. Após uma troca de gravadora e a substituição do violino pelo violoncelo de  Elias Kahila, o grupo lança seu quarto álbum. Seducia é o trabalho mais conhecido da banda e levou o Silentium para o mundo sendo lançado em diversos países ao mesmo tempo. A banda passou a fazer shows fora da Finlândia e tocou em turnês com bandas como Amorphis e HIM. 

Depois de um ano somente de shows,  Amortean é lançado em 2008 e neste cd percebemos a influência do progressivo, que sempre existiu, bem presente nas faixas, tanto no instrumental quanto nos vocais.

Site Oficial
Myspace
Discografia

SKINNY PUPPY

PhotobucketUm dos grupos que ajudou a difundir o industrial (e porque não, o post-industrial) é um que veio lá de Vancouver, no Canadá.

Nascido da insatisfação de cEvin Key (nome verdadeiro: Kevin Crompton) e Nivek Ogre (nome verdadeiro: Kevin Ogilvie) com o rumo pop que seu grupo de new wave, o Images in Vogue, tomou. No começo cEvin se dedicava tanto ao Skinny Puppy quanto ao seu antigo grupo, porém, com a mudança daquele para Toronto, este passa a se dedicar integralmente a sua parceria com Ogre. Enquanto Nivek fazia os vocais, seu companheiro tocava todos os instrumentos.

A proposta era bem simples: fazer um som muito mais experimental e tosco, voltado ao industrial. Contando com a produção de Dave "Rave" Ogilvie (que também produziria bandas como  The Birthday Massacre, Marilyn Manson, Jakalope, Killing Joke, Queensryche, Alexz Johnson, Fake Shark - Real Zombie! e Johnny Hollow., além de remixar músicas de artistas como Tool, Nine Inch Nails, Marilyn Manson, Puscifer e David Bowie, entre outros. Foi uma longa parceria entre ele e o projeto, tanto que em alguns discos Rave é creditado como um membro da banda.

Ao falarmos exatamente do som deles fica muito complicado dizer exatamente o que eles tocam. Algumas de suas fases são extremamente experimentais, outras são extremamente pop, outras eles flertam com o rock, criando muitas das bases que permitiram que o Nine Inch Nails surgisse. E em outras eles colocam um ar mais moderno e tocam algo muito próximo do metal alternativo. Poderíamos dizer que a banda é, ao mesmo tempo, um grupo de electro-industrial (de uma forma bem diferente do Leather Strip, por exemplo), industrial rock, música eletrônica e também industrial, dependendo do disco e da música. Alguns críticos ainda dizem que eles ajudaram a criar (ou mesmo foram os pais) do industrial rock e do electro industrial.

Suas temáticas variam e muito, indo desde a defesa dos direitos dos animais e passando pela política, religião, abuso de drogas e degradação do meio ambiente, sem a preocupação de soar ou não de forma politicamente correta.

Seus membros possuem diversos projetos solos, entre eles o ohGr (projeto de Nivek, voltado ao som mais experimental), platEAU (projeto de Techno ambiente) e The Tear Garden (projeto de darkwave).

Graças ao Skinny Puppy o industrial, pelo menos numa forma mais branda, se tornou mais acessível, ainda que independente e fora dos grandes circuitos musicais.

Site Oficial

Discografia

 
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