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Caçando Mitos 1: A letra é importante?

Um dos aspectos mais discutidos quando se pensa em música é na importância de seus elementos desmembrados, seja nos aspectos da produção musical ou na formação estética da música. Bem, o assunto em voga aqui é a estética mesmo.


Será que, para uma música ser considerada boa, ela tem de ter uma letra também boa?

Será que uma música não pode ser boa e apresentar uma letra mal escrita, boba e sem nexo ou até mesmo não ter letra? É o que discutiremos a seguir, até desmentindo alguns equívocos tidos como verdade.



- A letra da música também define seu estilo.


Certo e errado. É possível dizer que certa banda ou música pertence a este ou aquele estilo ao comparar traços estéticos do estilo em si e da música ou banda que se deseja classificar. Vamos tomar como exemplo o estilo Hard Rock. Este é assim denominado por conta do diferencial existente entre as bandas assim classificadas em relação às bandas que tocavam o chamado Rock ‘n’ Roll. O aspecto que justifica a adição do termo Hard (duro) se dá ao emprego freqüente de sons distorcidos de guitarra. A temática das letras pouco importa, até porque são similares entre estes dois estilos. Da mesma forma, o Rock Progressivo não recebe esta denominação por conta de assuntos abordados em suas músicas e sim por conta da busca por certa sofisticação da sonoridade, baseada em um extremo esmero e estudo na execução dos instrumentos. Nem preciso citar que um dos requisitos para se tocar Black Metal nunca foi e nem será ter letras satânicas, anti-cristãs, que denunciem as formas organizadas de religião ou qualquer patacoada neste sentido.


Apesar do que foi dito anteriormente, alguns estilos podem sim ser definidos por conta do tipo de letra, não estou aqui discutindo qualidade. São os casos do Viking Metal e do White Metal. Ambos tem relação intrínseca com o Black Metal. Enquanto o primeiro é influenciado também pelo Death Metal e, como o Folk Metal, tem como tema a mitologia nórdica, o segundo nada mais é que um Black Metal Cristão, claro que nisso eu me refiro aos traços musicais além da letra. Bem, vamos em frente.


- Música Boa tem de ser acompanhada de uma letra boa.


Bem, apesar de isso ser bem complexo, porque corremos o risco de entrar no subjetivismo, no gosto pessoal, isto também não é verdade. Primeiramente, são infindáveis as letras de músicas repletas de erros gramaticais, independentemente da língua em que foram escritas. Aí somamos as frases feitas (que não são bem aceitas em NENHUM tipo de texto formal ou literário), as rimas pobres (rimas entre palavras de mesma função) os erros crassos e corriqueiros do dia-a-dia (Vícios de linguagem, erros de concordância diversos). São pessoas normais que escrevem da mesma forma que falam em algumas oportunidades e até da forma que não falam, quando pensamos em artistas cujas letras não são escritas em suas línguas nativas. Neste caso, os erros costumam ser recorrentes e mais graves ainda.


Tirando os eventuais erros, propositais ou não, temos também as letras com idéias triviais e sem qualquer nexo. Ou a letra de Paranoid, clássico incontestável do Black Sabbath, pode ser descrita como exemplo de texto bem escrito e de qualidade indubitável? O que dizer então das composições dos finlandeses do The 69 Eyes, como a canção Juicy Lucy? São precisos mais exemplos neste caso, pois nenhum destes é exceção e encontramos coisas até moralmente condenáveis em letras de músicas. Mas isso não tira o valor da composição musical, esteticamente falando.


Devemos lembrar também da Música Instrumental, neste caso falando de modo genérico pois são diversos estilos que tem artistas que compõem canções sem letras. Será que Day at the Beach, momento de inspiração pura do guitarrista estadunidense Joe Satriani, seria ruim por não ter letra ou teria um ganho de qualidade se houvessem frases sendo entoadas ao longo do two-handed tapping empregado pelo músico durante a execução desta faixa? E o que falar então de Stanley Jordan, com sua touching technique e suas composições que tem como objetivo a ajuda na reabilitação física de uma pessoa através da música, a chamada Musicoterapia.



É por estas e outras que não me preocupo muito com as letras das músicas, até porque o que nos chama atenção numa música foge ao que cerne o raciocínio lógico, às vezes até o consciente. Contagiamos-nos pelo ritmo, somos tocados pela melodia, ficamos extasiados após aquele solo ou ficamos alucinados ao ouvirmos aquele riff de guitarra. Ninguém realmente “pensa” algo assim, apenas sente e nem consegue explicar muitas vezes, somente deixa que este sentimento o guie. Afinal, se letra fosse realmente importante, como seria possível um japonês ouvir e gostar de Rammstein, por exemplo? Como justificar o fascínio que alguns ocidentais têm pelo chamado J-Pop? E, por último, mas não menos importante, acreditar nesta premissa errônea seria desvalorizar totalmente obras imortais e incólumes da Música Clássica, como as obras de Bach, Chopin, Paganini e outros gênios.

IDM - Intelligent Dance Music

Existe uma coisa muito difícil de se definir, que são os rótulos de música. Quando chegamos na parte eletrônica, a classificação se torna algo complexo, uma vez que nem sempre a forma como a música é concebida (ou seja, a parte do ritmo e da afinação, como acontece com o heavy metal) determina o que ela, de fato, é. Tanto que mesmo o rótulo “industrial” abrange muito mais um grande conjunto de bandas de um determinado período que, necessariamente, um estilo musical definido, com regras e padrões imutáveis. Talvez seja por isso que hoje se pode dizer que, exceto pelo post-rock, tudo que veio do rock e continua, atualmente, é engessado, sem grandes inovações.

Quando falamos de música eletrônica, diversos gêneros surgem, desde os mais conhecidos, como o Techno, o Trance, o Drum’n’Bass, o Dub e até mesmo a própria música eletrônica (que em inglês chama-se simplesmente eletronica) até os mais experimentais, como a música concreta, o dark ambient, o eletrônico abstrato, o noise, o ebm etc. Talvez, dentre os estilos populares e não populares, o que mais tem se mostrado evolutivo e técnico é, sem dúvidas, a Intelligent Dance Music, ou simplesmente IDM.

Esse estilo vai surgir no final dos anos 80 e começo dos anos 90, onde passamos a ter uma cena eletrônica dentro das raves britânicas que, por conta de diversas gravadoras, passou a abarcar, nesse período, diversos grupos experimentais. Eram artistas cuja sonoridade remetia ao Techno e ao Dance, mas que fugiam de uma sonoridade repetitiva e flertavam com outras vertentes eletrônicas. A gravadora Warp Records lançou em 1992 o disco Artificial Intelligence, que traria artistas importantes do estilo, como Aphex Twin (sob o nome de The Dice Man), Autechre e o Speed J, entre outros. O que diferenciava esse disco (o primeiro de uma série) dos outros lançamentos de Techno e Dance eram as batidas, o alto grau de experimentalismo e uma certa atitude descompromissada com fazer “música para rave”.

O rótulo IDM veio a surgir dentro da lista da Usenet, quando cunharam, primeiramente, no ano de 1991, o termo Intelligent Techno para o disco The Snow, do Coil. Era um disco com fortes traços de acid house, mesclados com o industrial. Dois anos depois surge a mesma frase se referindo ao disco do Black Dog chamado Bytes. Nesse mesmo ano surge uma lista que se chamava the Intelligent Dance Music list ou IDM List.

O objetivo dessa lista era agrupar e discutir sobre a música eletrônica experimental que surgia nessa época, com grupos fazendo diversas coisas que se assemelhavam em alguns poucos pontos. Nela estão incluídos artistas como Future Sound of London, Bjork, Orbital, Plastikman, Autechre etc. O nome “intelligent” veio por conta do Artificial Intelligence e o criador da lista, Alan Perry, disse ser o mais próximo que ele podia associar os grupos e artistas em termos de sonoridade.

Musicalmente falando o IDM é algo complexo demais. A despeito do nome “dance”, nem sempre as músicas são feitas para dançar. Muitas, inclusive, não possuem batidas características, tendo somente as texturas sonoras acompanhadas de uma percussão marcada por contratempos. Talvez o mais simples para definir o IDM seria uma versão experimental do Techno, onde se mesclam industrial (que, indiretamente, contribui na sonoridade), hip hop, música ambiente e até mesmo jazz. Pode-se notar que o som de todos os artistas que incorporam esse gênero tende a um grau de complexidade muito grande, abusando de técnicas eruditas e até mesmo indo aos limites possíveis do som. Não existe também a predominância de um instrumento sobre os outros, todos os instrumentos sintetizados são bem marcados em todas as músicas, mesmo aquelas que são feitas com texturas eletrônicas complexas.
Os artistas que pertencem a essa classificação não a aceitam, uma vez que é uma tentativa de “nomear e esquematizar” algo que, na prática, não é possível. Mesmo os discos do Aphex Twin tem uma diferença muito gritante entre um e outro, não deixando muita margem para dar as “características” do gênero.
Hoje temos artistas experimentais que, vez por outra, flertam com a música dance inteligente, como o Klyxn, The Last Gambit, Lucidstatic, Ochre, Index All, que vão acrescentar o industrial, o glitch (derivado do próprio IDM), o downtempo, o electro, o trip-hop e outras coisas, tornando o gênero ainda mais rico.

Talvez hoje não se possa falar que exista ou que existiu o IDM: mas é certo dizer que ele ainda se mantém na obscuridade pela dificuldade que ele mesmo gera para as pessoas entenderem que é possível fazer uma música-arte dentro da cena eletrônica.

Abaixo alguns vídeos para conhecer o IDM.

Krautrock

Um estilo tipicamente alemão, uma forma de música ligada à sociedade e, por que não, precursores do avant-garde na música pop. Essas são as características que permeiam o Krautrock, que rompia com as barreiras da música tradicional.

Na década de 60 aconteciam na Alemanha diversos movimento de revolta contra a situação de um Estado devastado pela Segunda Guerra Mundial e que contrastava com a cena musical. As pessoas escutavam ou música erudita ou um ritmo conhecido como Schlager. Ele era calcado em músicas extremamente pop com temáticas que falavam de amor, relacionamentos e toda uma série de assuntos superficiais e fúteis. Teve como grandes representantes Roy Black, Lale Andersen, Freddy Quinn, Peter Alexander, Heintje, Peggy March, Udo Jürgens, Reinhard Mey, Nana Mouskouri, Rex Gildo, Heino e Katja Ebstein. Era muito popular e não existia somente na Alemanha, mas em países como Finlândia, Suécia, Aústria, Iugoslávia e Bélgica.

Abaixo um clipe do Heino, grande nome do Schlager.

Essa superficialidade fazia com que jovens não se contentassem somente com esse panorama. Então deveriam criar algo novo, algo que pudesse refletir a realidade que eles viviam e pudesse sair desse superficialismo todo. Mas ao mesmo tempo não queriam soar como os ingleses e os norte-americanos, queriam uma música deles. Não iriam fazer que nem o Blues e o Rock, mas sim procurar um caminho próprio. Então temos aí o embrião do krautrock.
O uso dos sintetizadores, aliado a influências de diversos estilos, sobretudo da música clássica experimental e do rock progressivo fizeram um grande sucesso entre a juventude intelectual alemã, cansada de schlager e de rock inglês. Instigados pela contracultura, esses músicos queriam experimentar de todas as formas possíveis, usando barulhos, texturas, drones, música erudita, música popular e amarrar tudo de uma só vez.

Em 1968 teve o Internationale Essener Songtage, produzido pelo jornalista Rolf-Ulrich Kaiser, abriu espaço para as bandas de krautrock, sendo posteriormente conhecido como o “Woodstock Alemão”. Grupos como Guru-Guru, Tangerine Dream, Xhol Caravan e Amon Düül puderam tocar para 40 mil pessoas, junto de artistas como Frank Zappa. Foi uma forma da música produzida na Alemanha ficar conhecida no resto do continente.

O nome krautrock veio com as resenhas das revistas inglesas. Kraut era a forma depreciativa com que os ingleses se referiam aos alemães, referência à palavra sauerkraut, que significa “chucrute”. Há também uma versão que alega a origem do nome ao John Peel, famoso radialista, crítico musical e jornalista inglês. Ele foi o responsável por trazer uma música mais eclética às rádios inglesas, contribuindo muito com a evolução da cena pop. Esse radialista teria se deparado com o disco Psychedelic Underground (1969), do Amon Düül, que continha a música "Mama Düül und Ihre Sauerkrautband spielt auf". Seja qual for a origem, era um meio depreciativo de se referir aquele som atmosférico, cheio de ruídos ambientes, sons retirados de objetos etc.

Um grande nome que começou no estilo foi o do Kraftwerk. Eram estudantes de música clássica que começavam a mudar a maneira de se fazer música, com predileção de sons sintetizados. Eles, juntamente com o Tangerine Dream, levaram o legado do “rock alemão” ao resto do continente. Na década de 70 essas bandas e outras do estilo ganharam o mundo, onde os discos compartilhavam as mesmas prateleiras dos grupos de rock progressivo. Era talvez o estilo que chegasse mais próximo do que se produzia na Alemanha. Ainda sim era muito distante do rock, pois nenhum músico dessa leva queria tocar rock.

Musicalmente o kraut seria algo que une rock progressivo com muito experimentalismo, onde o instrumento principal não é a guitarra, mas sim o sintetizador. Leva muito da música eletrônica, do jazz e de uma série de elementos que podem até incluir música indiana. Seu direcionamento é muito mais psicodélico, com sonoridades que abusam de um ar mais ambiente e espacial.
Apesar de ter acabado, ainda sim temos reflexos na música dentro do industrial, do post-punk (esses extremamente influenciados pelo flerte entre o rock e o eletrônico), o post-rock, o new age e alguns outros estilos experimentais. O Radiohead fez um cover de um dos grandes nomes do estilo, o Can, da música “Thief”. É ainda uma forma de fazer música que tem muito a ensinar as pessoas, mostrando que sempre é possível redescobrir e romper limites.

20 imagens para conhecer o estilo gótico

Você realmente acha que é só se vestir de preto ou colocar um vestidão antigo para parecer gótico? Então reveja seus conceitos. Selecionei vinte imagens que retratam bem como é o estilo gótico. Esqueça aquelça coisa exageradamente mórbida que as pessoas tendem a achar que é góico ou garotas em roupas "à moda headbanger": aqui temos muito mais que isso. Confiram.


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Fontes:Wave Gotik Treffen, Castle Party, M'era Luna
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Dez clipes para conhecer a música gótica


Para a maior parte das pessoas é difícil imaginar ou conseguir entender como esse tal de “gótico” funciona. Seja na forma visual, seja na forma musical, ainda hoje acontecem muitos erros em entendê-lo adequadamente. Por isso, nessa série de clipes, vamos abordar as músicas e os visuais que esse grupo (ou subcultura, como gostam de dizer) adora. Junto do clipe vem uma breve explicação sobre o mesmo.

The Cure - Pictures Of You


Muitas vezes você pode não entender que raios uma banda mais “pop” possa ter alguma coisa a ver com os góticos. Muitos se aproveitaram do estilo mais sombrio e dramático da banda como base visual para o gótico, sobretudo aqueles da década de 80. E as músicas do começo da carreira da banda, durante todo o período oitentista, são carregadas de melancolia e tristeza, coisa que fez e faz muito sucesso até hoje.

The Sisters of Mercy - Lucretia, My Reflection



Vocal soturno, jaquetão de couro, óculos escuros... não, não é o The 69 Eyes. Falo daqueles que inspiraram os finlandeses e muitas outras bandas que vieram depois. Talvez o gothic rock não fosse como conhecemos sem o The Sisters of Mercy. Toda a receita, que o Bauhaus começou, está aí: sons atmosféricos, letras depressivas e mórbidas, uso de música eletrônica via drum machine ( o Dr Avalanche) etc. Além disso o visual é meio que padrão para muito gótico até hoje e muitos associam o uso do preto também por conta dessa banda.

Bauhaus - Bela Lugosi's Dead


Cabelos espetados, roupa preta e antiquada? Quem começou com tudo isso foram os ingleses do Bauhaus. A música baseada num famoso ator de filmes de terror é o marco zero do gótico, onde tudo começou. Visualmente ainda são muito próximos do punk, mas com aquele ar mais sinistro, uma versão das trevas do glam do David Bowie.

Siouxsie and the Banshees - Cities in Dust




Falar de gótico sem citar essa banda é heresia. A sua vocalista, Siouxsie Sioux é influente para o lado feminino do gótico. E não somente nele. Muitas vocalistas, como a Shirley Manson, são de alguma forma influenciadas por esse lado mais perverso e dominador que a vocalista Sioux evoca.
Existe também um apego maior a poesias na música do grupo inglês, além de temáticas sado-masoquistas, usadas de uma forma bem mais provocativa e menos chocante.

Clan of Xymox- Jasmine and Rose



Para algumas pessoas os pais do darkwave. Para outras, um dos grandes expoentes do gothic rock e, posteriormente, do electro-gothic, em sua fase synthpop.
É uma banda que, quando mudou a sonoridade, dividiu os fãs do gênero. Os mais velhos não gostaram muito dessa roupagem mais “moderna” que eles adquiram. Os mais novos curtiram, até por ser um som bem mais dançante que o gothic rock que eles faziam antes.


Faith and the Muse - The Burning Season


Grupo bem conceituado na cena, com seu som que vai do ethereal ao gothic rock com extrema delicadeza. É uma banda que ainda guarda inúmeros traços de bandas dos anos oitenta e o visual deles é também fonte de inspiração para muita gente. O povo do medieval goth gosta muito dessa banda pelas marcas mais “medievais” nas temáticas que o Faith aborda.
Com o disco mais novo, o Ankoku butoh, eles ficam mais próximos do metal, sem perder, com isso, seus traços de música gótica.

Cinema Strange - Greensward Grey



Por mais que os deathrockers chiem, o estilo é gótico e pega diversos elementos glam do estilo. E o Cinema Strange vai pegar tanto no gótico quanto no punk referências para o aspecto visual. Sonoramente vai de encontro com o punk, da mesma forma que alguns grupos góticos da década de 80 faziam.

Strawberry Switchblade - Since Yesterday


Ao ver esse vídeo você deve estar se perguntando: Mais que caralhos tem a ver uma banda de pop com música gótica? É algo tão alegre, tão diferente, tão... colorido.
Isso é uma das provas que o gótico nem sempre é depressivo ou só escuta coisas melancólicas. Existem os perkies, que querem mais é se divertirem e não ligam nem um pouco para a seriedade de algumas pessoas da cena. Seja como for, o visual das mulheres da banda é gótico, muitas góticas se influenciam, de alguma forma, pelo visual e é um tipo de som que, para alguns, é aceitável.

London After Midnight – Shatter



Nos EUA um dos nomes fortes da cena gótica é o London After Midnight. Seja pelo apelo visual andrógino, seja pela música que evoca um lado mais “darkwave” ao rock, que se perdeu no último disco do grupo.
Antes que alguém pergunte, o vocalista é homem. Mesmo não parecendo, ainda é homem, mostrando um lado que muita gente de fora desconhece: a androginia.

BlutEngel - Vampire Romance


Existe ainda muita controvérsia com o dito “electro-goth” ou se isso é gótico de fato. Uma coisa é certa, o Blutengel faz muito sucesso justamente por abordar essa temática mais “vampírica” em seu visual e nas suas músicas, além de ser algo fácil de tocar em pistas de dança. Esse projeto também traz muita gente de fora, como headbangers, para a cena, mesmo sem querer. Em todo o caso, a parte visual e até mesmo de temáticas são comuns aos góticos de plantão.


BONUS TRACK

David Bowie



Sem ele, talvez nem o gótico existiria. Isso acontece por ser influente para diversos grupos, como o Bauhaus. Seu lado glam era muito diferente do que bandas como o New York Dolls fazia. Seja como for, ele é importante, de qualquer maneira, para os góticos.

E encerro esta lista dizendo que ela não é definitiva e muito menos a mais correta. É uma ideia visual-sonora daquilo que se tem como gótico. Diversas bandas, como Diary of Dreams, Nosferatu, Christian Death, The Mission Uk, Poesie Noire etc, também são importantes para o gótico. Esse texto é mais um guia para iniciantes e aqueles que gostariam de conhecer uma pontinha desse estilo.

Post-Industrial: a vanguarda da música popular

Um dos assuntos mais complicados que temos, ao definirmos música, é que ela seja ou não popular. Fica difícil imaginar que, por exemplo, tudo derivado do rock seja popular, mesmo com seus fãs imaginando que ser pouco conhecido signifique “não-popular”. E como ter uma vanguarda dentro disto?

Primeiro, vamos colocar as coisas nos eixos. Nem sempre a música erudita vai ser mais complexa que a popular e vice-versa, se usarmos o quesito técnica como comparativo. O que vai definir o caráter popular ou não vai ser, num primeiro momento, o grau de acessibilidade de um determinado som. Claro que falar isso é ser simplista demais, mas fica como um alerta para poder entender como isso funciona. Isso não exime um estilo de pegar técnicas e influências do outro, mas uma composição erudita não vai deixar de ser erudita por se apropriar de alguma coisa da música popular. E o contrário também é válido. Só que, quanto mais acessível se torna alguma coisa, menos próximo do erudito ele se torna, uma vez que vai exigir menos entendimento do seu ouvinte. É por isso que é muito mais fácil gostar de um Black Metal do que de uma opera de Wagner, por exemplo.

A música industrial vai nascer justamente nesse ponto, quando o ser popular significar ser fácil de vender. O rock (e por consequência, o metal) se tornam comerciais e acessíveis, passíveis de reprodutividade. O punk, com seu ideal todo, passa a ser vendido com um estilo de “reação” contra a sociedade. E nesse contexto que Genesis P-Orridge vai tocar.

Com sua gravadora, a Industrial Records, ele vai mostrar ao mundo como era possível usar o erudito dentro do popular e, ainda sim, fazer alguma coisa voltada com o ideal de arte. Enquanto a preocupação de boa parte dos músicos ia para a música tonal e outros gêneros mais acessíveis da música erudita, o fundador da primeira banda de industrial do mundo queria mais. Foi buscar no Modernismo as suas inspirações, em gente como Russolo, em estéticas como a do futurismo e a do fluxus. Com isso tudo, fundou primeiramente o COUM Transmissions, que se valia da “arte transgressora”, indo contra valores morais e sociais, abusava da escatológica e de imagens que chocavam as pessoas. Era a maneira de mostrar ao mundo como fazer um movimento que voltasse o ideal da renovação artística.

Com o Throbbing Gristle, começava uma era onde o importante era inovar. Estar a frente dos outros. Seguidos pelo Monte Cazazza, Cabaret Voltaire, Clock DVA, SPK, Test Dept e até mesmo o Leather Nun, só para citar alguns exemplos. Como consequência, o rótulo “industrial” passou a ser colocado em bandas que vinham da gravadora de Genesis e, consequentemente, a bandas que faziam uma sonoridade baseada em ruídos, música e outros elementos não musicais.

Como consequência, surgem, logo depois, as misturas e os desmembramentos da música industrial. Essas misturas e apropriações vão acabar sendo o que se convencionou como post-industrial. São estilos que se misturaram e geraram coisas novas, coisas que ainda estão em evolução (excetuando dessa lista alguns gêneros que ganharam popularidade) e, acima de tudo, mostraram ao mundo que a vanguarda pode ser mantida dentro desses estilos.


Os gêneros dentro do post-industrial

Aqui eu vou relatar, de forma bem resumida, o que veio depois do industrial.

Dark ambient
Aqui temos uma diferença crucial com relação ao industrial: sai um pouco da densidade de som e entram sons mesclados com o próprio ambiente. O uso de drones, de ruídos ambientes, criando uma certa atmosfera no som, dá vida a esse gênero.

Ele tem uma ligação forte com o industrial, tendo se iniciado com o Coil e seguindo por bandas como Lustmord, Aghast, Zoviet France e Deutsch Nepal (esse, com uma certa ligação com o neofolk).

Electro-industrial
Surge na mesma época que o EBM. Vai ser um ritmo dançante, usando sons mais abrasivos e mais cáusticos que seu irmão. Só que ele vai se apropriar de uma estrutura onde guitarras serão evitadas, dando lugar ainda a um som experimental.

O uso de baterias eletrônicas (que é uma das características do electro) dá corpo a música, que abusa de vocais sintetizados e o pouco emprego de instrumentos de verdade. Tem como precursores os grupos Die Form, Klinik (ainda que esse oscile muito mais entre o EBM e o Electro), Skinny Puppy e Front Line Assembly. Mais tarde se consolidaria com grupos como Android Lust, Velvet Acid Christ e o Leather Strip (que guarda muito do experimental em sua música). Não há o interesse por temas subversivos, mas sim por coisas como filmes de horror, ficção científica e ativismo político. Contudo, esse é um estilo que foi muito deturpado (assim como o EBM) pela assimilação no meio gótico. Vão surgir, dessa leva, bandas que perdem muito do lado industrial e colocam algo muito mais “dançável” por assim dizer.

Electronic body music
O famoso EBM, nasce da fusão do industrial e da música dance. Isso vai resultar num estilo com uma sonoridade bem mais limpa. As temáticas musicais passam a ter um apelo mais militar, contrastando aquele ideal de subversão do industrial.

Surge com o Front 242, que declarou que sua sonoridade era justamente o Electronic body music. Esse termo já foi usado anteriormente pelo Kraftwerk para denominar o álbum “The Man-Machine”.
Esse estilo tem como bandas da chamada “old-school” o Front 242, Nitzer Ebb, Die Krupps (que mais tarde incorporaria sonoridades mais voltadas ao metal), Bigod 20, Orange Sektor, Vomito Negro etc.

Foi mais um gênero que sofreu com a onda gótica e de clubes no mundo todo. As bandas mais novas passaram a incorporar influências de trance, de techno e até mesmo de heavy metal para tornarem seu som mais fácil de ser assimilado. Nessa leva surgiram grupos como Grendel, Suicide Commando, Combichrist e outros. Esses grupos sofrem preconceito dentro da cena EBM, uma vez que se afastam demais da sonoridade original (e alguns dizem que esses grupos, na verdade, não pertencem a este estilo de fato, mas sim soam como uma versão trevosa e metaleira de trance music).


Existe agora uma leva de bandas que tenta resgatar um pouco desse lado mais “old-school” dentro da cena, como os grupos do intitulado Anhalt EBM, que vai buscar elementos dentro do Oi! e de outros estilos para compor algo mais próximo do que fazia o Front 242 e não soar mais como uma música de gótico.

Noise
Aqui vai ser um estilo que é intimamente ligado ao industrial. Enquanto no industrial a música se apropriava dos ruídos, nesse estilo os ruídos, as dissonâncias, as cacofonias, a atonalidade são elementos da própria musica. O uso de colagens, de sons servindo de textura e até mesmo de barulhos extremamente abrasivos tornam esse um dos estilos mais difíceis de serem compreendidos, uma vez que também são parte da música industrial.

Isso vai começar a se definir como um estilo propriamente dito na década de noventa, com grupos que vão levar o experimentalismo do industrial e usar apenas os barulhos como música, provenientes de objetos, de samplers e qualquer coisa que possa gerar barulho.

No Japão isso ganha uma proporção muita grande, dando origem ao Japanoise, introduzido pelo músico Masami Akita, criador do projeto Merzbow. Artistas como Nurse With Wound, Teatro Satanico, NON etc. passarão a ser chamados de noise.

Power noise

Ou rhythmic noise, como é mais conhecido, parte da mistura do noise com diversos elementos de música eletrônica, sobretudo dance, techno e trance. Assim como o EBM, ele se torna muito mais acessível ao grande público, perdendo a parte de inovação e ganhando em ritmo.

Esse estilo ainda não sofreu (muito) com a popularização nas pistas de dança, até por soar ainda um bocado estranho aos ouvidos de algumas pessoas. Ele vai também ser muito influente na concepção do digital hardcore e do speedcore, que levarão o conceito de “não-musicalidade” dentro de seus estilos, mas ainda sim tendo uma certa base rítmica.

Alguns grupos bem proeminentes dentro do estilo (algumas vezes confundidos com EBM) são o Xotox, o Noisuf-X, [x]-Rx, FabrikC etc. Esse estilo tem como base gente que curte o chamado “electro-gótico” e os rivetheads em geral.

Power Electronics

O termo surge quando William Bennett, do Whitehouse, descreveu a música de seu projeto. Esse estilo prima pela distorção exagerada, letras extremamente agressivas e posturas radicais dos membros dos grupos. É altamente elitista, mantendo muito do ideal de contracultura e de experimentação , com grupos que se apropriam do harsh noise, de sonoridades altamente agressivas, tudo isso sempre com muita violência. É o lado mais brutal, agressivo, ácido e subversivo dentro do industrial. Ele envolve muitas facetas políticas, sociais e ideológicas, levando temas como ódio, racismo, preconceito, destruição, sadismo, perversão e, acima de tudo, tudo isso integrado de forma harmoniosa.

É muito comum os integrantes estarem envolvidos com atos de terrorismo, nazismo, intolerância racial e religiosa, crueldade e crimes políticos. É o extremo do extremo, com radicalismo exacerbado. Tudo isso convivendo entre os fãs, que ignoram diferenças em homenagem ao culto dos extremos da degradação social. Tem como expoentes os grupos Whitehouse, Jugend Suitcliff, Genocide Organ, Atrax Morgue, Con-dom, Dytstum Terror e outros.

Neofolk
Esse estilo nasce da fusão do experimentalismo industrial com a música folclórica. Ele junta o som acústico com os experimentos do industrial, dando um ar menos carregado ao gênero.

As temáticas quase sempre vão girar em torno da ancestralidade europeia, sobretudo com relação ao povo do norte. O uso de imagens ligadas ao nazismo e ao militarismo também é recorrente, com grupos como o Death in June e o Current 93 fazendo algo que, para alguns, é considerado apologético.

Dentro dele vão existir diversas correntes, como o Dark Folk, que irá levar um lado mais sombrio ao som, dando um clima mais melancólico, com grupos como o Ritual Front e o Sangre Cavallum. Não pode ser atrelado diretamente ao neofolk, embora guarde boas semelhanças com ele. Tem também o Apocalyptic folk. Esse nome foi dado por David Tibet para descrever uma das fases do Current 93. Esse estilo vai ter um som que foge, em termos de temáticas, da ancestralidade e da simbologia envolvida e vai seguir por caminhos mais voltados ao esoterismo. Isso não se torna uma regra, uma vez que grupos como o Ô Paradis não tem esse lado esotérico. Tem como representante forte dessa vertente o grupo Ordo Rosarius Equilibrium, que também possui uma fase mais experimental. Há também ligações com o dark ambient, com grupos como Neutral.

Martial Industrial

Conhecido por alguns como military pop, é derivado do neofolk e do dark ambient. Incorpora também o neoclássico, como acontece com grupos como o March of Heroes.

É, na maior parte das vezes, um som dark ambient com temáticas militares, com uma percussão que sempre vai lembrar aquela usada em marchas militares. Oscila bastante com o neofolk e é muito comum ambos os estilos se cruzarem numa mesma banda (como acontece com o Von Thronstahl, o The Day of the Trumpet Calls e o Death in June). O Laibach, no começo de sua carreira, também flertou com esse estilo, o que ajudou na concepção de grupos como o Rammstein.

Industrial Rock/Metal
Bem, chegamos ao estilo post-industrial mais famoso e mais acessível de todos. Estão próximos demais um do outro e muitas vezes é difícil saber quando um grupo é de industrial rock e quando ele é de industrial metal. Ambos se baseiam, atualmente, na mistura de rock ou metal com um ruído branco e o uso de instrumentos de música eletrônica, com sintetizadores e bateria eletrônica.

O estilo começou com o Skinny Puppy e o KMFDM, que criaram as bases do que se chama de industrial rock. Nessas bandas existia e ainda existe a estética experimental da música, com misturas e ideias bem interessantes. Isso foi continuado em grupos como o Nine Inch Nails, que também flerta um pouco com o electro-industrial. Já o lado metal surgiu com o Ministry, que fez a mesma mistura, só que levando a um lado mais pesado e mesclando o metal com sequenciadores, samplers e vocais distorcidos.

É o estilo que sofreu mais com a popularização. Grupos como Marilyn Manson e Rob Zombie acabaram com o lado experimental do estilo, tornando-o um “rock pesado com sintetizadores” e fazendo com que outros grupos seguissem o mesmo caminho. E o metal industrial certamente sofreu mais com isso. Com a popularidade adquirida pelo Rammstein e outros grupos, essa divisão passou a ser apenas um “metal com elementos eletrônicos” e quase todas as bandas incorporam trance e techno em suas composições. Essa degeneração vai resultar na perda da identidade industrial e fazer com que qualquer banda de metal que tenha um sampler eletrônico de fundo seja chamada de industrial rock ou industrial metal.


É claro que existem muito mais correntes dentro desse estilo, com coisas como o aggrotech e até mesmo o industrial hip-hop. Contudo, a ideia desse artigo é dar uma visão mais geral do que se caracteriza como post-industrial e os seus desdobramentos.

Onze discos para conhecer o Gothic Metal

A despeito de muitos acreditarem ou não na existência de um estilo chamado gothic metal, é fato que ele agrega para si diversas bandas. Por ser um rótulo comercial (como tantos outros), é natural terem uma certa repulsa pelo nome “gótico” atrelado ao “metal”.

Originalmente o estilo deriva de uma variação do Doom Metal, mas hoje qualquer estilo mais “romântico e depressivo” pode ser chamado de Gothic Metal, como aponta o site doom-metal.com. Então, na prática, qualquer estilo de metal que use de elementos mais “góticos” (o que pode incluir a própria música gótica e eletrônica) acaba sendo chamado também de gothic metal.

O grande problema é quando chegamos no Beauty and the Beast. Essa linha dentro do metal se caracteriza por ter uma vocalista feminina seguida de um vocalista masculino com vocal gutural. Isso se tornou meio que um “padrão” para muita gente e as gravadoras começaram a vender como se fosse gothic metal qualquer coisa que tivesse essa combinação. Por isso, comercialmente coloca-se diversas bandas como After Forever e Epica dentro desse “bolo”, mesmo guardando pouquíssimo elementos que não sejam a melancolia e um instrumental com orquestra de fundo.

A lista que segue fala de dez discos para ter uma ideia de como o gênero se estabelece.

Entwine – Gone

Esse disco dos finlandeses do Entwine traz uma característica importante: é altamente influenciado pelo synthpop e pelo gothic rock. Juntando isso a uma música mais “metal”, eles desenvolvem uma sonoridade muito contagiante e melancólica, sem precisar exagerar.

Destaques: Silence is Killing Me, Closer (My Love) e Snow White Suicide.


Lacrimas Profundere - Ave End

O Lacrimas Profundere é um grupo que veio de uma escola doom-metal. Sua sonoridade era calcada num estilo lento, depressivo e muito denso. Com o lançamento do disco “Fall, I Will Follow”, o grupo começava a deixar de lado isso e apostar numa influência mais rock, com referências ao Sisters of Mercy e ao The 69 Eyes, além do The Cult.

Com esse disco, o “Ave End”, eles conseguem estabelecer um elo entre o gothic rock e o metal — mas sem perder o lado metal. As melodias ficam menos carregadas e o vocal passa a seguir uma linha menos metal e mais gótica, tornando o som da banda diferente e que seria seguido pelos álbuns posteriores.

Destaques: Ave End, One Hope´s Evening e Sara Lou.


Moonspell - Darkness and Hope

O grupo português, que começou tocando black metal, já havia trocado sua sonoridade no disco anterior, o “Wolfheart”. Esse disco trazia uma sonoridade mais sombria, com fortes influências de The Sisters of Mercy e também da música folclórica.

Mas é nesse disco, o Darkness and Hope, que as influências góticas tomam conta do som do Moonspell. Aqui há um apelo menor para o vocal gutural e trabalha-se muito mais o vocal grave de Fernando Ribeiro. Este é o disco que certamente vai agradar quem procura uma sonoridade mais sombria e gótica dentro do metal. Conta ainda com a participação especial de Adolfo Luxúria Canibal, vocalista do Mão Morta, na faixa Than the Serpents in My Hands.

Destaques: Nocturna, Devilred, Than the Serpents in My Hands.


Paradise Lost - Draconian Times

Os pais, mães e tudo que você possa imaginar para o gothic metal. A banda já incorporava elementos de gothic rock no disco “Icon”. No Draconian Times esse tipo de sonoridade fica muito mais evidente, marcando a transição do doom-death de antes para o gothic metal.

Musicalmente ele vai influenciar grupos como Poisonblack, Charon, Entwine etc. Nick Holmes e sua banda continuarão a ser importantes quando falarmos de gothic metal. Esse disco ainda não tem nenhum apelo para o lado eletrônico, que viria nos discos seguintes e se consolidaria do álbum “Host”.

Destaques: Enchantment, The Last Time, Forever Failure.


Sunseth Midnight - Sun Seth

O Brasil, a despeito da grande quantidade de bandas que temos aqui, possui poucos representantes dentro do Gothic Metal. A maior parte das bandas desse estilo no Brasil seguem uma fórmula engessada lá fora e não se permitem ser diferentes. Tanto que soam mais como clones do que como bandas realmente originais.

O Sunseth Midnight, nesse debut, prova que é possível fazer um elo entre o metal e o gótico. Com influencias eletrônicas e de gothic rock, esses brasileiros conseguem um som diversificado e diferente. Há quem compare esse disco aos lançamentos da fase gótica do The 69 Eyes, comparação essa um tanto distante da sonoridade do grupo.

Destaques: Stop Haunting Me, Where I Belong, She is not Innocent.


Theatre Of Tragedy – Aegis

O grupo norueguês foi responsável pela popularização do estilo “A bela e a fera” no metal. Estilo esse que se desgastou muito com grupos como Epica, The Sins of Thy Beloved, só para citar alguns exemplos. Nessa época o ToT era basicamente uma banda de doom, com fortes traços de música barroca e de death metal, elementos que faziam uma mistura muito interessante para a época.

No Aegis, o grupo vai rumar diretamente ao contrário da tendência: vai buscar no darkwave diversas influências e marcas para o estilo. Saem os teclados e entram em cena os sintetizadores, que já haviam sido amplamente utilizados no disco anterior, o Velvet Darkness They Fear.

Raymond também abandona os vocais guturais e começa a cantar com uma voz mais clara, mais audível, num tom bem atípico no metal. Esse, assim como o disco de estreia do Sunseth, é a mostra de que metal e música gótica podem sim andar lado a lado.

Destaques: Cassandra, Venus, Poppea.


Theatres des Vampires - Pleasure and Pain

Vampiros. Um tema que já foi muito abordado dentro do metal. Tanto que o grupo Theatres des Vampires é conhecido exatamente por sempre abordar o tema de forma bem marcante.

Inicialmente começou como uma banda de black metal na mesma linha do Cradle of Filth. Lord Vampyr, ao sair da banda, deixou uma marca que, para muitos fãs antigos, nunca mais vai voltar ao grupo. Tanto que esse disco é o que marca, de forma definitiva, a entrada dos italianos na sonoridade gothic metal.

Esse disco vai trazer muitas sonoridades eletrônicas. Sai aquele lado mais extremo da banda e entra algo mais sombrio, mais perto do “electrogoth”. Tem ainda um remix feito pelo Bruno Kramm, do grupo alemão Das Ich.

Destaques: Pleasure And Pain, Black Mirror, Let Me Die.


Tiamat - A Deeper Kind of Slumber

Depois do lançamento do disco “Wildhoney”, os fãs do grupo sueco não sabiam o que esperar.  Afinal, a sonoridade death metal foi substituída por uma mais ambiente e progressiva, com fortes marcas de Pink Floyd.

Esse disco, o “A Deeper Kind of Slumber”, traz para o Tiamat a fusão do que veio no Wildhoney com o gothic rock e o metal. A partir daí temos uma banda mais atmosférica e mais sombria, fazendo com que alguns sites especializados tratem os trabalhos seguintes como gothic rock e não mais como metal.

Seja como for, Tiamat é uma grande banda de gothic metal hoje. Trazendo um lado mais atmosférico e mais eletrônico a cada disco, “A Deeper Kind of Slumber” é o começo dessa trajetória.

Destaques: Teonanacatl, The Desolate One e The Whores of Babylon,


To/Die/For – Epilogue

Quando ainda tinha o nome de Mary-Ann, o To/Die/For possuia bases no pop e na new wave londrina.  Além disso, era uma banda que tinha de tudo para não ir para o caminho do metal.

Ao trocarem de nome, a sonoridade ganhou peso e manteve a mesma melancolia e os traços mais modernos da antiga banda. É um pop misturado com metal de maneira bem sombria, culminando numa fase que tem no Epilogue seu ápice.

As canções são grudentas, com um ritmo muito legal e, acima de tudo, sem nada de muito sofisticado.

Destaques: Hollow Heart, In Solitude, Immortal Love.


Tristania - Beyond the Veil

Talvez o gothic metal ainda estaria com sua sonoridade, dentro do estilo “A bela e a fera”, mais arrastada se não fosse pelo Tristania. A banda de Veland pegou os elementos já presentes no primeiro disco do Theatre of Tragedy e colocou-os dentro de uma forma death metal. Com isso o som ganhou velocidade, ganhou mais peso e uma orquestra sampleada de fundo.

Para muitos fãs da fase Veland, esse é considerado o ápice do Tristania, onde as melodias se encaixam muito bem com as duas linhas vocais, a gutural e a lírica. Ainda sim possui momentos mais “limpos”, criando uma mistura que não soa como uma colcha de retalhos, onde os elementos extras apenas dão um “enfeite” ao som.

Destaques: Aphelion, Opus Relinque, Angina. 


Type O Negative - October Rust

E para terminar, um dos responsáveis pela propagação do gothic metal, juntamente com Paradise Lost e Theatre of Tragedy. Falar no estilo e não comentar sobre o Type é esquecer que eles ajudaram a cunhar a sonoridade carregada e o humor negro.

Há uma certa controvérsia na banda realmente pertencer ao estilo, mas é fato que, mesmo assim, ela é importante. Até mesmo grupos ligados a cena gótica, como o Seraphim Shock, tem influência destes americanos e até mesmo pintarem alguns covers “góticos” feitos por outros artistas.

É com o October Rust que a banda se firma, dando continuação ao disco Bloody Kisses, deixando de lado a sonoridade doom metal e abraçando algo diferente, novo. O disco conta com diversos clássicos, desses que marcam quem ouve, tornando esse disco, junto com seu antecessor, pérolas da banda.

Destaques: Love You to Death, My Girlfriend's Girlfriend, Die with Me.


Menções Honrosas: Beseech – Drama, Charon – Downhearted, Fragile Hollow - Effete Mind, Dreams of Sanity – Masquerade, Advocatus Diaboli - Sterbend durch die Sonne, Ashes You Leave – Fire, Mortal Love - I Have Lost..., My Sixth Shadow - Lovefading Innocence, EverEve – Enetics, Forgive-Me-Not - Suicide Service, On Thorns I Lay - Future Narcotic, Ram-Zet – Intra.

Post Rock

Qual é o limite do rock? E o que fazer quando ele não é mais suficiente?

Uma coisa dentro da história da música moderna que é verdade: todo o estilo, quando chega num determinado ponto, satura-se e pede uma ruptura, uma mudança. Assim foi com o punk, que gerou o post-punk, foi com o industrial, gerando todo um movimento pós-industrial (neofolk, noise, power electronics, ebm etc.). E quando o próprio rock satura a si mesmo? É aí que entra o post-rock.

Este estilo não é novo, mas tem conhecido, atualmente, uma popularidade até antes não imaginada para um estilo com fortes raízes no que se chama avant-garde. E como começou tudo isso, afinal de contas? 

Precursores

PhotobucketNa década de 60 o grupo Velvet Underground começava a experimentar usando a música drone, que consiste no alongamento de uma nota até o limite possível aoinstrumento musical. Em seguida temos o experimentalismo do krautrock, que mostra sonoridades extremamente experimentais, muito distantes do que o pessoal do rock progressivo fazia. Este, aliás, cada vez mais se aproximava da música clássica, com composições que beiravam o erudito e influências barrocas e românticas no som.

O shoegaze também traz uma importante contribuição, com suas melodias mais “etéreas” e introspectivas e o uso de “Walls of Sounds”, como podemos perceber em grupos como os japoneses do Mono. Esse estilo, derivado por sua vez do dream pop, vai contribuir ainda mais com a salada experimental que nos anos noventa o gênero vai mostrar.

Além disso, gente como o Talk Talk, o Cocteau Twins, My Bloody Valentine, entre outros, na leva do dream pop, marcaram e influenciaram bastante na concepção musical do estilo.

Mesmo ele estando mais ligado à música erudita durante uma boa parte da sua história, o rock progressivo ofereceu elementos de experimentalismo suficientes para influenciar e ajudar a gerir o post-rock.

O termo ganhou nome no ano de 1994, quando o jornalista Simon Reynolds usou o nome “post-rock” na edição 123 da The Wire. Ele descrevia bandas como Stereolab, Disco Inferno, Seefeel, Bark Psychosis e Pram como pertencentes a uma leva que reunia marcas de jazz, de krautrock e de música ambiente, com um som voltado ao atmosférico. 

O que define o post-rock?

Até aqui sabemos como o estilo surgiu e como ele ganhou nome. Mas o grande impasse é: onde o post-rock se apoia? E por que desse nome? Vamos voltar um pouco ao Reynolds.

Ao cunhar o termo, o jornalista quis, na verdade, agrupar bandas que usavam de elementos de estilo bem próximos, sem, contudo, se pautar nos elementos sonoros. Os grupos citados na revista tinham, em comum, o uso dos mesmos instrumentos do rock mais tradicional. Só que esses instrumentos servem, no entanto, para tocar outro tipo de música. Algo que não dependa de um determinado tipo de timbre, algo que possa ser usado para gerar texturas e ter, com isso, algo diferente. Poder mesclar elementos distantes e aproximá-los por meio da técnica e do experimental, sem precisar soar igual ao que veio antes.

Isso era uma clara oposição ao grunge, que ainda estava em alta. Era um estilo que ia contra essa rebeldia juvenil e tendia a algo mais intelectual. Era uma música para ser compreendida, não somente curtida, para ser sentida e interpretada.

Então é isso que, em princípio, define o post-rock: uma postura e uma sonoridade multi-influenciada. Eles aprenderam com outros estilos (como o jazz, o hip-hop e até mesmo o dub) uma coisa chamada “sampling”. Por meio do uso da música eletrônica, poderiam construir seu som e levar a experiência a algo diferente, a algo novo.

Assim como outros estilos, vai existir uma diferença muito grande entre as bandas dos Estados Unidos e as da Inglaterra. As primeiras tendem a ter seu experimentalismo mais calcado em ritmos eletrônicos e com os pés mais no rock, enquanto na Inglaterra, pelo seu extenso passado musical, vai absorver influências do industrial e do noise, sobretudo do noise rock. Vão incorporar o barulho e a dissonância na criação de sua sonoridade.

Um traço herdado do Brian Eno e outros artistas do gênero é o minimalismo. O uso de drones e acorde, além das diversas repetições ao longo da música. Isso não quer dizer que seja uma música monótona, mas sim algo que repete-se sem precisar, contudo, soar igual o tempo todo.

O largo emprego de pedais de distorção e de música eletrônica ambiente marcam as melodias, quase sempre desprovidas de vocal. A voz se torna menos importante que os outros instrumentos ou que a música em si, mostrando uma faceta que vai contra os preceitos do próprio rock. Grupos como Sigúr Rós usam de vocais em algumas músicas, mas de uma forma bem diferente das bandas de rock convencionais.

O IDM (intelligent dance music), na qual tem seu grande nome na figura do Aphex Twin, vai trazer um experimentalismo dentro do Techno que o post-rock vai incorporar. Esqueça o ruído branco ou o dance de bandas como o Rammstein incorporam na sonoridade: pense em sons que são basicamente texturas eletrônicas que vão acompanhar as guitarras, sons que se integram ao instrumental e não somente servindo de “fundo”. Isso significa que dentro dessa concepção de rock, os sons são levados a uma integração, onde tudo dentro da melodia se torna extremamente importante. 

Post rock bands: o som definido por elas mesmas

Certo, mas o que ouvir dentro desse estilo? A resposta não seria nada fácil, uma vez que hoje temos diversas bandas, que vão usar elementos de música eletrônica, jazz, trip-hop, post-punk, música folclórica etc.
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Um grupo que tem ganhado muita notoriedade é o Mono, do Japão. Além deles, temos o Godspeed You! Black Emperor, que abusa do experimentalismo, ainda mais do que é possível dentro do estilo. Mogwai é um dos pilares do post-rock, ajudando a defini-lo e a consolidá-lo como estilo.

E o metal também absorve um pouco desse gênero, criando o que alguns críticos chamam de post-metal. Na verdade esse rótulo serve para grupos que fazem sons fora do usual e que ainda não podem ser encaixados totalmente num novo “estilo” ou num estilo existente. Temos nisso o Kayo Dot, que usa das melodias experimentais e drones em suas composições, assim como o Jesu. Essas são bandas muito distantes do comercialismo que os outros estilos do metal abraçam até hoje, tendo um público mais intelectualizado, que consegue compreender suas músicas.

Dez albuns de New Metal que todos devem ouvir.

Por uma ideia do Felipe Toledo com Fallen, decidimos fazer o top 10 bandas/álbuns de New Metal que todos devem ouvir para conhecer o estilo. É complicado defini-lo pelo fato de misturar coisas como Heavy Metal, Funk, Rock Alternativo, Hip-Hop, Metal Industrial e Groove Metal, entre muitos outros, formando assim algo que, diversas vezes, muda de um grupo para outro.


KOЯN - Follow The Leader (1998)


Não se sabe a origem exata do New Metal ou mesmo quando começou, mas sempre quando se fala sobre tal não tem como não citar Korn.

O primeiro álbum dos estadunidenses saiu em 1994, um dos primeiros álbuns a serem considerados do estilo e começando a formar um dos pilares do gênero. Só que a banda ficou realmente conhecida quando lançou o "Follow the Leader" em 1998, chegando ao topo de vendas EUA na época do lançamento com as musicas "Got the Life" e "Freak on a Leash". Este último ganhou muitos prêmios pelo seu clipe, feito em animação.

Para mim esse é o melhor álbum da banda e o que me fez conhecer este estilo musical. 

Destaques: "Got the Life", "Freak on a Leash" e "Dead Bodies Everywhere"



DEFTONES - White Pony (1996)


A banda faz um som misturando Punk com Rap e Metal. Eles também podem ser considerados um dos pilares principais do New, mesmo um pouco desconhecidos no Brasil. São, juntamente com o Korn, os precursores.

Quando os californianos começaram a tocar ainda não existia o termo “new metal” e falava-se muito em “rock alternativo”. Eles são muito conhecidos dentro da cena skate, por conta de muitos praticantes do esporte ouvirem suas músicas e quase sempre tocarem durante as competições.

Coloco o álbum “White Pony”, o mais melódico, por suas batidas que lembram bastante as marcas do estilo por ter um som mais psicodélico entre todos.

Lançado em 2000 fazendo um sucesso mediano pelo mundo, mas pra quem é fã do estilo com certeza é obrigado a conhecê-lo.

Destaques: "Change (In The House Of Flies)", "Digital Bath" e "Elite"


RAGE AGAINST THE MACHINE – Evil Empire (1996)


Rage Against the Machine ou RATM, para os mais íntimos, foi uma das bandas mais influentes do estilo na década de 90.

Apesar de não contar com um DJ, o guitarrista Tom Morello se encarregou de fazer os sons bizarros e psicodélicos (algumas das características do gênero) com sua guitarra, distorcendo ela totalmente, fazendo disso uma das marcas registradas da banda.

RATM é uma banda de Metal Alternativo/Rap Metal que teve seu primeiro álbum com o mesmo nome da banda em 1992, não tendo o reconhecido devido pela mídia. Com o lançamento do segundo álbum "Evil Empire", em 1996, foi quando a banda começou a fazer sucesso, criticando o governo na época.

Músicas como "Bulls On Parade", "People of the Sun", "Vietnow", "Revolver", "Roll Right" e "Tire Me" são essenciais para qualquer um que queira conhecer e gostar do estilo.

Destaques: "Bulls On Parade", "People of the Sun", "Vietnow" e "Revolver"




STATIC-X - Wisconsin Death Trip (1999)

É um grupo de Metal Industrial que tem fortes características de New Metal. Seu primeiro álbum de 1999, "Wisconsin Death Trip" tem muitas levadas do estilo, apesar de não terem especificamente um DJ.

A banda fez bastante sucesso com esse primeiro disco com uma batida bem forte e com musicas marcantes como "Push It" e "I'm With Stupid" e é outro álbum que recomendo por ser um álbum fundamental para o gênero.

Destaques: "Push It", "I'm with Stupid" e "Bled For Days"




LIMP BIZKIT - Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water (2000)


Banda de Jacksonville que teve seu primeiro álbum de estúdio lançado em 1997, "Three Dollar Bill Yall $”, não tendo grande repercussão na época. Com o tempo foram conquistando espaço e com o lançamento do álbum "Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water" em 2000 estouraram nas paradas, vendendo mais de um milhão de discos em uma semana. Eles ficaram em primeiro lugar na Billboard no dia 04 de novembro do mesmo ano, na lista dos 200 discos mais vendidos e primeiro lugar também no “Canadian Albums”, deixando para trás gente como Radiohead, Madonna, Creed e Eminen.

Esse álbum é o mais conhecido da banda, contando com músicas como "My Generation" e "Rolling' (Air Raid Vehicle)", dois dos hits deles.

A banda é também um dos pilares do gênero e, sem dúvidas, uma das responsáveis pela popularização dele. Recomendo fortemente este disco.


Destaques: "My Generation" e "Rolling' (Air Raid Vehicle)" e "Take a Look Around" 



LINKIN PARK - Hybrid Theory (2000)


Linkin Park foi formado em 1996, na cidade de Agoura Hills, Califórnia. Extremamente influente para o mundo do New/Nü Metal, especialmente com seu primeiro álbum "Hybrid Theory" .

Foi o primeiro da banda que fez sucesso tanto aqui no Brasil quanto nos Estados Unidos, com musicas como "One Step Closer", "Papercut", "Crawling", "Points of Authority" e a famosa "In the End".

No dia 12 de janeiro de 2002 chegou em segundo lugar nas paradas da Billboard, ficando na frente de artistas como Nickelback (que era um fenômeno de vendas na época), Usher, Enya e Pink. 

Destaques: "In the End", "One Step Closer", "Papercut", "Crawling" e"Points of Authority"




SLIPKNOT – Iowa (2001)

Slipknot é uma banda complicada de se falar pelo fato de fãs não a considerarem uma banda de New/Alternative Metal por conta de, em algumas musicas, lembrarem bandas de Death Metal. Mesmo com essas características, ainda sim são um grupo do estilo.

O álbum "Iowa" de 2001 é o segundo da banda que tem uma pegada mais pesada do que os atuais, que foi considerado um dos "50 álbuns mais pesados de todos os tempos".  Esse disco também marca uma fase mais agressiva do grupo, o que conquistou muitos adolescentes na época.  Na época do seu lançamento pegou terceiro lugar nas paradas da Billboard, ficando na frente de pessoas como Alicia Keys, Brian McKnight e pegou primeiro lugar no Canadian Albums.

Eu particularmente não curto muito Slipknot, mas é uma banda que hoje em dia tem muita influência, apesar dos fãs negarem, no estilo New Metal. E esse álbum é mais que recomendado, eu exijo que escutem, caso não tenham ouvido.

Destaques: "People = Shit", "My Plague" e "Left Behind"




SYSTEM OF A DOWN - Toxicity (2001)
System of a Down é uma banda de Glendale, Califórnia que teve seu primeiro álbum, com o mesmo nome da banda, lançado em 1998. Este disco não teve tanto sucesso na época, mas logo após lançam o álbum "Toxicity" em 2001 que foi o icomeço do sucesso do grupo, que estreou em primeiro lugar na Billboard na época, mesmo após o 11 de Setembo.

A música "Chop Suey!" ficou no topo das paradas, chegando a ser banida das rádios por sua letra que pelo governo americano, tinha uma grande semelhança aos ataques terroristas. Na verdade a banda sempre teve um lado politizado muito forte e, a exemplo do Rage Against the Machine, sempre foi contra a política norte-americana.

Na minha opinião o melhor da banda até hoje!

Destaques: "Chop Suey!", "Toxicity", "Aerials" e "X"



P.O.D. – Satellite (2001)

P.O.D. (Payable On Death) é uma banda formada em San Diego em 1992. Eles mostram um lado mais “certinho” das bandas de New Metal, mas ainda misturam vários estilos como Harcore, Hard Rock, Hip-Hop e Reggae.

No começo a banda não era tão conhecida por fazer um som mais voltado pro Cristianismo, o que muitos discriminam até hoje, mesmo tendo uma cena de música cristã muito forte nos EUA. Ficaram mais conhecidos com o álbum "Satellite", de 2001, que fez muito sucesso com a música "Alive". "Satellite".

Não é o melhor álbum da banda, na minha opinião, mas é o mais marcante da banda por isso recomendo pra quem não conhece.

Destaques: "Alive", "Boom", "Youth of the Nation" e "Satellite"




DISTURBED - Ten Thousand Fists (2005)
Disturbed é uma banda formada no ano de 1996 em Chicago. Apesar de muitos falarem que não tem influências de New Metal, é uma das coisas que mais aparecem no som da banda. O primeiro álbum da banda, "The Sickness", em 2000 mostra muito da influencia do estilo e continua mostrando nos seguintes.

"Believe" (de 2002) e o "Ten Thousand Fists" (de 2005), sendo que esse último fez a banda ser conhecida pelo mundo a fora, mesmo que de forma bem limitada.

Eles aparecem em muitas trilhas de games (Need For Speed, Tony Hawks's..) e filmes (“Bigger, Stronger, Faster", "Houser of Wax"..), "Ten Thousand Fists" é um dos álbuns que recomendo pra quem não conhece New Metal e quer ouvir uma coisa mais pesada!

Destaques: "Stricken", "Guarded" e "Land of Confusion"



E esse foi meu Top 10 bandas de New Metal! Ficaram de fora da lista, mas convém também citar:  Coal Chamber com o álbum "Coal Chamber", Pleymo com o álbum "Episode 2: Medecine Cake" e Kittie com o álbum "Spit". Espero que tenha gostado, na próxima trago o Top 10 bandas de Metalcore. See Ya

 
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