Não existem palavras para descrevê-los.
Pior banda de metal nacional
Não existem palavras para descrevê-los.
Podcast Musicground #38 - Especial Peter Steele
Bem rapaziada que nos ouve, estamos com um podcast muito bom e que, infelizmente, marca o fim da carreira de um dos grandes nomes do metal, Peter Steele.
Termino essa postagem dizendo que, mesmo com a morte de Steele, o que fica ainda vai influenciar muita gente.
Por Fallen Archangel e Waltinhos 69
01. Carnivore - Carnivore
02. Carnivore - Technophobia
03. Biohazard feat Peter Steele - Cross That Line
04. Tony Iommi Feat. Peter Steele - Just Say No To Love
05. Roadrunner United - Enemy Of The State
06. Type O Negative - Blood & Fire [Out of the Ashes Mix]
07. Hope Nicholls/Kat Bjelland/Pete Steele - Finale: Apocalypticraft/Tunnel
08. Carnivore - Manic Depression
09. Type O Negative - Black Sabbath (From the Satanic Perspective)
10. Chemikiller - Angry Neurotic Catholics
11. Prophelation - USA For USA
12. End of Green - Black # 1
13. Despairation - Wolf Moon
14. Type O Negative - Everything Dies\My Girlfriend's Girlfriend
15. Type O Negative - Black Sabbath Intro \ Christian Woman
16. Type O Negative - Love you to Death
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MG entrevista: Othera
Morre Pete Steele, do Type O Negative
Divulgando bandas
Como fazer um podcast?
Caçando Mitos 1: A letra é importante?
Um dos aspectos mais discutidos quando se pensa em música é na importância de seus elementos desmembrados, seja nos aspectos da produção musical ou na formação estética da música. Bem, o assunto em voga aqui é a estética mesmo.
Será que, para uma música ser considerada boa, ela tem de ter uma letra também boa?
Será que uma música não pode ser boa e apresentar uma letra mal escrita, boba e sem nexo ou até mesmo não ter letra? É o que discutiremos a seguir, até desmentindo alguns equívocos tidos como verdade.
- A letra da música também define seu estilo.
Certo e errado. É possível dizer que certa banda ou música pertence a este ou aquele estilo ao comparar traços estéticos do estilo em si e da música ou banda que se deseja classificar. Vamos tomar como exemplo o estilo Hard Rock. Este é assim denominado por conta do diferencial existente entre as bandas assim classificadas em relação às bandas que tocavam o chamado Rock ‘n’ Roll. O aspecto que justifica a adição do termo Hard (duro) se dá ao emprego freqüente de sons distorcidos de guitarra. A temática das letras pouco importa, até porque são similares entre estes dois estilos. Da mesma forma, o Rock Progressivo não recebe esta denominação por conta de assuntos abordados em suas músicas e sim por conta da busca por certa sofisticação da sonoridade, baseada em um extremo esmero e estudo na execução dos instrumentos. Nem preciso citar que um dos requisitos para se tocar Black Metal nunca foi e nem será ter letras satânicas, anti-cristãs, que denunciem as formas organizadas de religião ou qualquer patacoada neste sentido.
Apesar do que foi dito anteriormente, alguns estilos podem sim ser definidos por conta do tipo de letra, não estou aqui discutindo qualidade. São os casos do Viking Metal e do White Metal. Ambos tem relação intrínseca com o Black Metal. Enquanto o primeiro é influenciado também pelo Death Metal e, como o Folk Metal, tem como tema a mitologia nórdica, o segundo nada mais é que um Black Metal Cristão, claro que nisso eu me refiro aos traços musicais além da letra. Bem, vamos em frente.
- Música Boa tem de ser acompanhada de uma letra boa.
Bem, apesar de isso ser bem complexo, porque corremos o risco de entrar no subjetivismo, no gosto pessoal, isto também não é verdade. Primeiramente, são infindáveis as letras de músicas repletas de erros gramaticais, independentemente da língua em que foram escritas. Aí somamos as frases feitas (que não são bem aceitas em NENHUM tipo de texto formal ou literário), as rimas pobres (rimas entre palavras de mesma função) os erros crassos e corriqueiros do dia-a-dia (Vícios de linguagem, erros de concordância diversos). São pessoas normais que escrevem da mesma forma que falam em algumas oportunidades e até da forma que não falam, quando pensamos em artistas cujas letras não são escritas em suas línguas nativas. Neste caso, os erros costumam ser recorrentes e mais graves ainda.
Tirando os eventuais erros, propositais ou não, temos também as letras com idéias triviais e sem qualquer nexo. Ou a letra de Paranoid, clássico incontestável do Black Sabbath, pode ser descrita como exemplo de texto bem escrito e de qualidade indubitável? O que dizer então das composições dos finlandeses do The 69 Eyes, como a canção Juicy Lucy? São precisos mais exemplos neste caso, pois nenhum destes é exceção e encontramos coisas até moralmente condenáveis em letras de músicas. Mas isso não tira o valor da composição musical, esteticamente falando.
Devemos lembrar também da Música Instrumental, neste caso falando de modo genérico pois são diversos estilos que tem artistas que compõem canções sem letras. Será que Day at the Beach, momento de inspiração pura do guitarrista estadunidense Joe Satriani, seria ruim por não ter letra ou teria um ganho de qualidade se houvessem frases sendo entoadas ao longo do two-handed tapping empregado pelo músico durante a execução desta faixa? E o que falar então de Stanley Jordan, com sua touching technique e suas composições que tem como objetivo a ajuda na reabilitação física de uma pessoa através da música, a chamada Musicoterapia.
É por estas e outras que não me preocupo muito com as letras das músicas, até porque o que nos chama atenção numa música foge ao que cerne o raciocínio lógico, às vezes até o consciente. Contagiamos-nos pelo ritmo, somos tocados pela melodia, ficamos extasiados após aquele solo ou ficamos alucinados ao ouvirmos aquele riff de guitarra. Ninguém realmente “pensa” algo assim, apenas sente e nem consegue explicar muitas vezes, somente deixa que este sentimento o guie. Afinal, se letra fosse realmente importante, como seria possível um japonês ouvir e gostar de Rammstein, por exemplo? Como justificar o fascínio que alguns ocidentais têm pelo chamado J-Pop? E, por último, mas não menos importante, acreditar nesta premissa errônea seria desvalorizar totalmente obras imortais e incólumes da Música Clássica, como as obras de Bach, Chopin, Paganini e outros gênios.



