Parceria com o Heathen Harvest


Bem amiguinhos, consegui uma parceria bem bacana com o site de post-industrial Heathen Harvest. Agora vocês terão notícias sobre esse segmento da música que é pouco conhecido no Brasil.
Agradecimentos a equipe por permitir que traduzamos as notícias.

Podcast #28 - Especial After Forever


É com grande orgulho, nervosismo e empolgação que eu anuncio o primeiro podcast deste ano
que é nada mais nada menos que um Especial de uma das bandas que mais farão falta no cenário dark metal:
After Forever
Anuncio aqui em nome de toda a equipe do Musicground Podcast e principalemnte da Triana* que gravou comigo.
Sim! Este é um podcast de emancipação *-* Gravamos sozinhas, organizamos sozinhas e erramos sozinhas! :pu:
Fallen, sem vc vamos dominar o mundo MWHUAHUAHUA :vibrate:

Gravamos no começo da semana e desde sempre estamos fazendo suspense.
É um podcast totalmente feminino com gliter e frufrus, mas com dignidade de masho. :13:
Esperamos que vcs curtam bastante e matem as saudades desta grande banda.
O tracklist foi sofrido por se tratar de um Especial e não poder conter mais do que DEZ músicas.
Nada mais justo e digno para começar 2010!
Cheiro na ferida de cada um e uma.
Contanto que não seja uma espinha na bunda ou um furúnculo no suvaco :*



Autoras: Dea Iana e Triana*
Tracklist
Follow in the Cry
Monolith of Doubt
Forlorn Hope
My choice
Beautiful Emptiness
Sins of Idealism
Being Everyone
Only Everything
Energize Me
Equally Destructive  


Se vocÊ quiser ouvir ou fazer o download, clique aqui

SKINNY PUPPY

PhotobucketUm dos grupos que ajudou a difundir o industrial (e porque não, o post-industrial) é um que veio lá de Vancouver, no Canadá.

Nascido da insatisfação de cEvin Key (nome verdadeiro: Kevin Crompton) e Nivek Ogre (nome verdadeiro: Kevin Ogilvie) com o rumo pop que seu grupo de new wave, o Images in Vogue, tomou. No começo cEvin se dedicava tanto ao Skinny Puppy quanto ao seu antigo grupo, porém, com a mudança daquele para Toronto, este passa a se dedicar integralmente a sua parceria com Ogre. Enquanto Nivek fazia os vocais, seu companheiro tocava todos os instrumentos.

A proposta era bem simples: fazer um som muito mais experimental e tosco, voltado ao industrial. Contando com a produção de Dave "Rave" Ogilvie (que também produziria bandas como  The Birthday Massacre, Marilyn Manson, Jakalope, Killing Joke, Queensryche, Alexz Johnson, Fake Shark - Real Zombie! e Johnny Hollow., além de remixar músicas de artistas como Tool, Nine Inch Nails, Marilyn Manson, Puscifer e David Bowie, entre outros. Foi uma longa parceria entre ele e o projeto, tanto que em alguns discos Rave é creditado como um membro da banda.

Ao falarmos exatamente do som deles fica muito complicado dizer exatamente o que eles tocam. Algumas de suas fases são extremamente experimentais, outras são extremamente pop, outras eles flertam com o rock, criando muitas das bases que permitiram que o Nine Inch Nails surgisse. E em outras eles colocam um ar mais moderno e tocam algo muito próximo do metal alternativo. Poderíamos dizer que a banda é, ao mesmo tempo, um grupo de electro-industrial (de uma forma bem diferente do Leather Strip, por exemplo), industrial rock, música eletrônica e também industrial, dependendo do disco e da música. Alguns críticos ainda dizem que eles ajudaram a criar (ou mesmo foram os pais) do industrial rock e do electro industrial.

Suas temáticas variam e muito, indo desde a defesa dos direitos dos animais e passando pela política, religião, abuso de drogas e degradação do meio ambiente, sem a preocupação de soar ou não de forma politicamente correta.

Seus membros possuem diversos projetos solos, entre eles o ohGr (projeto de Nivek, voltado ao som mais experimental), platEAU (projeto de Techno ambiente) e The Tear Garden (projeto de darkwave).

Graças ao Skinny Puppy o industrial, pelo menos numa forma mais branda, se tornou mais acessível, ainda que independente e fora dos grandes circuitos musicais.

Site Oficial

Discografia

THEM CROOKED VULTURES


O Them Crooked Vultures é uma super banda.Mais um daqueles super projetos, formado por nada mais que John Paul Jones (Led Zeppelin), Josh Homme (Queens Of The Stone Age) e Dave Grohl (Nirvana e Foo Fighters), sendo praticamente o “dreamteam” do hard rock.

Lançaram seu primeiro álbum de estúdio no dia 16 de novembro 2009, auto-intitulado, que na primeira semana nos Estados Unidos vendeu mais de 70.000 copias.

Nele o que se mais pode perceber são os incríveis solos e slaps de baixo de John Paul Jones que se encaixam perfeitamente com os repiques e contratempos de Dave Grohl, sem contar os riff's de guitarra extremamente bem feitos e trabalhados e a incrível voz de Josh Homme.

Com certeza os “abutres tortos” (tradução livre para o nome da banda) construíram uma das melhores bandas de hard rock e rock alternativo de todos os tempos. Um disco excitante e viciante. Para quem é fã do estilo tem que escutar. E mesmo quem não é fã este é um ótimo começo para quem queria algo novo e relaxante, mas ao mesmo tempo excitante e que grude na cabeça.

Destaque para as faixas “No One Loves Me & Neither Do I”, “New Fang” “Elephants” e “Gunman”.

Site Oficial

Discografia

Dez albuns de New Metal que todos devem ouvir.

Por uma ideia do Felipe Toledo com Fallen, decidimos fazer o top 10 bandas/álbuns de New Metal que todos devem ouvir para conhecer o estilo. É complicado defini-lo pelo fato de misturar coisas como Heavy Metal, Funk, Rock Alternativo, Hip-Hop, Metal Industrial e Groove Metal, entre muitos outros, formando assim algo que, diversas vezes, muda de um grupo para outro.


KOЯN - Follow The Leader (1998)


Não se sabe a origem exata do New Metal ou mesmo quando começou, mas sempre quando se fala sobre tal não tem como não citar Korn.

O primeiro álbum dos estadunidenses saiu em 1994, um dos primeiros álbuns a serem considerados do estilo e começando a formar um dos pilares do gênero. Só que a banda ficou realmente conhecida quando lançou o "Follow the Leader" em 1998, chegando ao topo de vendas EUA na época do lançamento com as musicas "Got the Life" e "Freak on a Leash". Este último ganhou muitos prêmios pelo seu clipe, feito em animação.

Para mim esse é o melhor álbum da banda e o que me fez conhecer este estilo musical. 

Destaques: "Got the Life", "Freak on a Leash" e "Dead Bodies Everywhere"



DEFTONES - White Pony (1996)


A banda faz um som misturando Punk com Rap e Metal. Eles também podem ser considerados um dos pilares principais do New, mesmo um pouco desconhecidos no Brasil. São, juntamente com o Korn, os precursores.

Quando os californianos começaram a tocar ainda não existia o termo “new metal” e falava-se muito em “rock alternativo”. Eles são muito conhecidos dentro da cena skate, por conta de muitos praticantes do esporte ouvirem suas músicas e quase sempre tocarem durante as competições.

Coloco o álbum “White Pony”, o mais melódico, por suas batidas que lembram bastante as marcas do estilo por ter um som mais psicodélico entre todos.

Lançado em 2000 fazendo um sucesso mediano pelo mundo, mas pra quem é fã do estilo com certeza é obrigado a conhecê-lo.

Destaques: "Change (In The House Of Flies)", "Digital Bath" e "Elite"


RAGE AGAINST THE MACHINE – Evil Empire (1996)


Rage Against the Machine ou RATM, para os mais íntimos, foi uma das bandas mais influentes do estilo na década de 90.

Apesar de não contar com um DJ, o guitarrista Tom Morello se encarregou de fazer os sons bizarros e psicodélicos (algumas das características do gênero) com sua guitarra, distorcendo ela totalmente, fazendo disso uma das marcas registradas da banda.

RATM é uma banda de Metal Alternativo/Rap Metal que teve seu primeiro álbum com o mesmo nome da banda em 1992, não tendo o reconhecido devido pela mídia. Com o lançamento do segundo álbum "Evil Empire", em 1996, foi quando a banda começou a fazer sucesso, criticando o governo na época.

Músicas como "Bulls On Parade", "People of the Sun", "Vietnow", "Revolver", "Roll Right" e "Tire Me" são essenciais para qualquer um que queira conhecer e gostar do estilo.

Destaques: "Bulls On Parade", "People of the Sun", "Vietnow" e "Revolver"




STATIC-X - Wisconsin Death Trip (1999)

É um grupo de Metal Industrial que tem fortes características de New Metal. Seu primeiro álbum de 1999, "Wisconsin Death Trip" tem muitas levadas do estilo, apesar de não terem especificamente um DJ.

A banda fez bastante sucesso com esse primeiro disco com uma batida bem forte e com musicas marcantes como "Push It" e "I'm With Stupid" e é outro álbum que recomendo por ser um álbum fundamental para o gênero.

Destaques: "Push It", "I'm with Stupid" e "Bled For Days"




LIMP BIZKIT - Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water (2000)


Banda de Jacksonville que teve seu primeiro álbum de estúdio lançado em 1997, "Three Dollar Bill Yall $”, não tendo grande repercussão na época. Com o tempo foram conquistando espaço e com o lançamento do álbum "Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water" em 2000 estouraram nas paradas, vendendo mais de um milhão de discos em uma semana. Eles ficaram em primeiro lugar na Billboard no dia 04 de novembro do mesmo ano, na lista dos 200 discos mais vendidos e primeiro lugar também no “Canadian Albums”, deixando para trás gente como Radiohead, Madonna, Creed e Eminen.

Esse álbum é o mais conhecido da banda, contando com músicas como "My Generation" e "Rolling' (Air Raid Vehicle)", dois dos hits deles.

A banda é também um dos pilares do gênero e, sem dúvidas, uma das responsáveis pela popularização dele. Recomendo fortemente este disco.


Destaques: "My Generation" e "Rolling' (Air Raid Vehicle)" e "Take a Look Around" 



LINKIN PARK - Hybrid Theory (2000)


Linkin Park foi formado em 1996, na cidade de Agoura Hills, Califórnia. Extremamente influente para o mundo do New/Nü Metal, especialmente com seu primeiro álbum "Hybrid Theory" .

Foi o primeiro da banda que fez sucesso tanto aqui no Brasil quanto nos Estados Unidos, com musicas como "One Step Closer", "Papercut", "Crawling", "Points of Authority" e a famosa "In the End".

No dia 12 de janeiro de 2002 chegou em segundo lugar nas paradas da Billboard, ficando na frente de artistas como Nickelback (que era um fenômeno de vendas na época), Usher, Enya e Pink. 

Destaques: "In the End", "One Step Closer", "Papercut", "Crawling" e"Points of Authority"




SLIPKNOT – Iowa (2001)

Slipknot é uma banda complicada de se falar pelo fato de fãs não a considerarem uma banda de New/Alternative Metal por conta de, em algumas musicas, lembrarem bandas de Death Metal. Mesmo com essas características, ainda sim são um grupo do estilo.

O álbum "Iowa" de 2001 é o segundo da banda que tem uma pegada mais pesada do que os atuais, que foi considerado um dos "50 álbuns mais pesados de todos os tempos".  Esse disco também marca uma fase mais agressiva do grupo, o que conquistou muitos adolescentes na época.  Na época do seu lançamento pegou terceiro lugar nas paradas da Billboard, ficando na frente de pessoas como Alicia Keys, Brian McKnight e pegou primeiro lugar no Canadian Albums.

Eu particularmente não curto muito Slipknot, mas é uma banda que hoje em dia tem muita influência, apesar dos fãs negarem, no estilo New Metal. E esse álbum é mais que recomendado, eu exijo que escutem, caso não tenham ouvido.

Destaques: "People = Shit", "My Plague" e "Left Behind"




SYSTEM OF A DOWN - Toxicity (2001)
System of a Down é uma banda de Glendale, Califórnia que teve seu primeiro álbum, com o mesmo nome da banda, lançado em 1998. Este disco não teve tanto sucesso na época, mas logo após lançam o álbum "Toxicity" em 2001 que foi o icomeço do sucesso do grupo, que estreou em primeiro lugar na Billboard na época, mesmo após o 11 de Setembo.

A música "Chop Suey!" ficou no topo das paradas, chegando a ser banida das rádios por sua letra que pelo governo americano, tinha uma grande semelhança aos ataques terroristas. Na verdade a banda sempre teve um lado politizado muito forte e, a exemplo do Rage Against the Machine, sempre foi contra a política norte-americana.

Na minha opinião o melhor da banda até hoje!

Destaques: "Chop Suey!", "Toxicity", "Aerials" e "X"



P.O.D. – Satellite (2001)

P.O.D. (Payable On Death) é uma banda formada em San Diego em 1992. Eles mostram um lado mais “certinho” das bandas de New Metal, mas ainda misturam vários estilos como Harcore, Hard Rock, Hip-Hop e Reggae.

No começo a banda não era tão conhecida por fazer um som mais voltado pro Cristianismo, o que muitos discriminam até hoje, mesmo tendo uma cena de música cristã muito forte nos EUA. Ficaram mais conhecidos com o álbum "Satellite", de 2001, que fez muito sucesso com a música "Alive". "Satellite".

Não é o melhor álbum da banda, na minha opinião, mas é o mais marcante da banda por isso recomendo pra quem não conhece.

Destaques: "Alive", "Boom", "Youth of the Nation" e "Satellite"




DISTURBED - Ten Thousand Fists (2005)
Disturbed é uma banda formada no ano de 1996 em Chicago. Apesar de muitos falarem que não tem influências de New Metal, é uma das coisas que mais aparecem no som da banda. O primeiro álbum da banda, "The Sickness", em 2000 mostra muito da influencia do estilo e continua mostrando nos seguintes.

"Believe" (de 2002) e o "Ten Thousand Fists" (de 2005), sendo que esse último fez a banda ser conhecida pelo mundo a fora, mesmo que de forma bem limitada.

Eles aparecem em muitas trilhas de games (Need For Speed, Tony Hawks's..) e filmes (“Bigger, Stronger, Faster", "Houser of Wax"..), "Ten Thousand Fists" é um dos álbuns que recomendo pra quem não conhece New Metal e quer ouvir uma coisa mais pesada!

Destaques: "Stricken", "Guarded" e "Land of Confusion"



E esse foi meu Top 10 bandas de New Metal! Ficaram de fora da lista, mas convém também citar:  Coal Chamber com o álbum "Coal Chamber", Pleymo com o álbum "Episode 2: Medecine Cake" e Kittie com o álbum "Spit". Espero que tenha gostado, na próxima trago o Top 10 bandas de Metalcore. See Ya

O Canto

A música quebra barreiras. Dizem até que ela tem poder de cura. Mas sempre existem alguns tipos de conceitos errados que são pré-estabelecidos no que cerne à produção musical e seus agentes. Existe hoje uma infinidade de modos de se fazer música, tanto no que diz respeito ao modo de se fazer: seja só, seja com um grupo de amigos do bairro em uma garagem, seja de modo colaborativo através de recursos tecnológicos, como montar uma banda pela internet, onde cada integrante está a vários quilometros de distância do outro, seja também na forma de se fazer: música instrumental, música com diversos instrumentos, música com poucos instrumentos, etc. Venho propor uma discussão acerca de um agente importante na produção musical: o vocalista ou cantor se preferir.

Na verdade eu prefiro vocalista pois tenho como foco o contexto de banda, onde todos são importantes e estão, em tese, no mesmo nível hierárquico. O que quero dizer com isso? Quero me ater naquela banda, seja aquela de garagem que está começando agora e seus membros púberes mal tocam seus instrumentos, seja aquela que já rodou o mundo e colhe os frutos do sucesso. O vocalista é visto muitas vezes como o cara que quer atenção, o mais desembaraçado. Até pode parecer verdade se pensarmos que é preciso ter muita coragem para, dependendo única e exclusivamente daquilo que nasceu com você, se expor em frente a vários desconhecidos, mas existem alguns aspectos que tanto mostram que isso não é necessidade de aparecer e que conseguir cantar aquela música e contagiar a platéia que está a sua frente é, além de fruto de muito trabalho, algo extremamente admirável.
 
Eu tentei por um curto período de tempo ser também um vocalista, na verdade tentei como tantos unir essa qualidade com a minha perícia subdesenvolvida na arte de tocar guitarra. Eu aprendi muita coisa, que o jeito que falamos normalmente além de ser errado é demasiadamente nocivo às nossas pregas vocais, isso mesmo, eu não disse cordas, são chamadas de pregas mesmo. Isso acontece porque quando falamos deveríamos ter uma postura diferente, com apoio do nosso diafragma para projetarmos nossa voz e nas pregas vocais apenas fazermos a modulação da voz. Como assim? Bem, o diafragma deveria servir de base para nossos pulmões quando falamos, empurrando assim o ar dos pulmões esvaziando-os. Mas o que isso importa? É algo como aprender a digitar escalas na guitarra, correto? Não é bem assim. Aí entra a outra análise que eu disse no início: empostar sua voz, utilizando o diafragma como apoio e conseguir projetar sua voz é uma das coisas mais difíceis que existe. Basicamente é assim porque envolve algo que você faz errado desde tempos remotos, respirar. Não é algo novo que você pratica e depois de algum tempo domina. É como o fumante que tenta parar, você já tem um hábito arraigado em seu subconsciente e, a não ser que se esforce e se concentre decididamente, não conseguirá nunca mudar esse hábito. Agora imagine ter de se concentrar, ter foco suficiente para ignorar o que está a sua volta, mudar o funcionamento "normal" que seu corpo está acostumado desde a infância e ainda ter de lembrar a letra. Complicado, não é? Um vocalista tem de estar totalmente confiante em sua capacidade para que possa desempenhar bem sua função. Senão fica igual uma pessoa tímida, sussurrando com medo. Isso acontece porque sem confiança a concentração vai por água abaixo. Depois de dominar a forma de respirar corretamente e usar o ar dos pulmões para projetar sua voz em vez de sua garganta, vem a parte interessante.


Podemos dizer que a música tem algumas divisões ao pensarmos nas funções de cada instrumento: a bateria é o coração, ditando o ritmo, a "pulsação" de determinada canção. O baixo dita o contorno, a moldura da música quando em conjunto com a bateria. É o esqueleto da música. A guitarra é a alma da música, o tempero. Finalizando, a voz é a parte racional, o cérebro da música, pois é o agente que expressa as idéias do compositor. Nada mais decepcionante do que ouvir aquele som que lhe toca de forma especial e, ao prestar atenção na letra, ver que se trata de algo banal ou mesmo idiota. Sem contar no tipo de vocal necessário para cada música. Não tem como fazer uma balada sobre amor, por exemplo, utilizando vocais guturais. Da mesma forma ficaria estranho usar uma cantora lírica para esbravejar furiosamente e contestar o atual modelo social. Apesar de existirem inúmeras músicas instrumentais de imensa qualidade e que até conseguem nos fazer sentir algo próximo do que o compositor tinha intenção, através das palavras conseguimos chegar a esse resultado de modo mais ágil e de forma a reduzir as falhas nesse aspecto, como a questão interpretativa individual. Eu posso ouvir uma música lenta e pensar em amor como outro pode ouvir a mesma música e pensar em morte. É o tipo de coisa que nem sempre é interessante para o artista pois diverge de sua mensagem inicial.

Como dito antes, pode-se atribuir à música várias características e várias reações que ela provoca no ouvinte. Pode emocionar, indignar ou simplesmente proporcionar alguns momentos de diversão. Todos os instrumentos são importantes na junção musical e cabe ao vocalista a difícil missão de dar à banda uma cara, de ser uma espécie de interface para a interação entre banda e público. Ele deve passar a mensagem da música da forma que foi pensada quando composta e fazer o público receber essa mensagem. Por isso usa-se para estes integrantes o termo também de frontman ou frontwoman, tal qual uma unidade de infantaria num exército, cabe ao cantor a missão de derrubar a barreira inicial gerada pela expectativa e conseguir contagiar a audiência. Isso só é possível após muito trabalho duro e com a devida preparação emocional para aquele momento. Pois não há nada pior do que chegar na hora H e não conseguir atingir as notas adequadas por não conseguir se concentrar na respiração ou por esquecer a letra.

SERAPHIM SHOCK


Um grupo que divide muitas opiniões dentro do meio gótico e que possui, dentre outros, uma sonoridade única e diferente das outras bandas do estilo.

A banda aparece no cenário alternativo estadunidense em 1997, com o lançamento do disco Red Silk Vow. Liderados por Charles Edward, o grupo já demonstrava um desejo de ser diferente dos outros grupos de música gótica, misturando metal, rock gótico e música eletrônica, com uma pegada que remete muito a filmes de terror.

Esse primeiro disco cunhou clássicos da banda como Kitty’s Dead, After Dark  e Beyond Forever.  Sonoramente poderíamos classificar esse disco como um darkwave com um pé no rock industrial bem de leve.

Dois anos depois lançam o EP Nightmares For The Banished, que abarca para um lado mais eletrônico e denso, mas ainda com uma pegada bem darkwave. Destaque para as músicas Molly's Web  e Some Sick Dream.

No último disco Halloween, Sex N' Vegas o peso das guitarras aumenta, colocando algumas passagens mais metal, sem deixar o lado gótico de lado. Alguns críticos dizem que é com esse disco que a banda se firma como gothic metal e não mais como gothic rock ou mesmo darkwave. O uso maior de vocais guturais, aliado ao instrumental, cria um clima menos dançante e mais para “bater cabeça”. Temos como destaque as músicas Shapeshifter, White Trash Satan, Sex Toy e Prey. Esta última música, aliás, está presente também no disco do RPG Vampiro: Mascara, o Music From The Succubus Club, sendo tema do clã Lasombra.

Goste ou odeie, o grupo mostra uma inusitada (e porque não, controversa) mistura de estilos, dando uma sonoridade própria, sem precisar seguir algum padrão.


Mil Acessos




Finalmente tivemos mil acessos.
Bem, o nosso sistema de contagem vai por ips únicos, o que tornou o fato de termos mil acessos algo especial para mim, criador e idealizador desse programa. Gostaria muito de agradecer a todos os nossos visitantes pelo sucesso e pedir desculpas pelos atrasos que ocorreram nos programas. Eu prometo que faremos valer cada um dos acessos e do prestígio que o podcast vem conquistando.
Por isso, esperem por novidades, esse ano promete muita coisa boa e muita coisa legal.

Review: VÁRIOS ARTISTAS - Getcha Pull - A Tribute To Dimebag Darrell


A iniciativa: Homenagear o falecido guitarrista do Pantera/Damage Plan, Darrell Lance Abbott ("Dimebag Darrell). O disco começa com seu amigo Zakk Wylde e a primeira parte de Suicide Note. Sai a faceta country da versão original e entra algo bem próximo da música que Zakk compôs em homenagem a Dime após sua morte, In This River. Violão, piano e um solo de guitarra além de algumas passagens orquestrais. Resultado bem interessante. Em seguida o Machine Head maltrata o ouvinte, no bom sentido, com Fucking Hostile. Rápida e direta.
Os próximos são os britânicos do Malefice, banda formada em 2003, com I'm Broken. Sinceramente, poderia pular essa pois nada de novo, de interessante é feito pelo quinteto. Continuando com as bandas novas, os estadunidenses do Avenged Sevenfold executam Walk e cometem o mesmo erro dos britânicos: o excesso de reverência. O Evile tropeça no mesmo obstáculo ao reler Cemetery Gates. Voltando temos mais uma banda nova, o Five Finger Death Punch fazendo uma versão digna, inclusive com um solo interessante de A New Level.
Os "veteranos" do Biohazard estão presentes aqui com Mouth For War, um pouco mais leve que a original mas com a cara da banda de Billy Graziadei, recentemente reunida em sua formação oficial para celebrar 20 anos de carreira. O Sylosis, com Strength Beyond Strength e o Chimaira, com Slaughtered, fazem cópias quase idênticas
Em seguida, o Unearth mostra alguma criatividade em Sandblasted Skin. Becoming, com o Throwdown, chega a dar sono e quase me faz parar por aqui. Até que surge o Kiuas como uma surpresa, positiva, em sua releitura de This Love. O This is Hell encerra com Rise de forma regular e me leva a crer que esse tributo tinha como intenção não honrar a memória do grande Dimebag Darrell, mas sim de servir de vitrine de algumas bandas novas na cena e colocá-las em evidência por estarem no mesmo disco que o líder do Black Label Society e tocando a obra do Pantera. No mais, o fã deve curtir disco e só. Não há muito o que tirar deste lançamento.

Review: LACRIMOSA - Fassade

Logo após seis discos lançados, vem o sétimo da carreira, Fassade, que significa “fachada”, sendo, então, um álbum conceitual.


A primeira surpresa com relação a outros discos é que na capa não aparece o palhaço malabarista, que é substituído pela imagem de uma passarela, como um desfile de modelos com vestimentas góticas.


No geral, o álbum é mais melancólico que seus antecessores, com momentos bem tristes, como na música Senses e outros bem empolgantes e energéticos, como na música Liebesspiel,  onde Tilo Wolff deixa fluir seu lado mais “roqueiro”. Uma das coisas que mais marcam deste lançamento são as faixas com corais (como a belíssima Fassade – 1. Satz, com corais memoráveis ), reforçando a influência de música clássica no som da banda.

Assim como com outros lançamentos, Fassade também tem hits instantâneos , como Morgen Danach, balada muito marcante com um refrão que é bem chiclete, como é possível notar em outros albums. Outra faixa que merece parágrafo  à parte é a grandiosa Warum So Tief?, com a imprevisível presença de um trompete, que encaixa direitinho com o andamento da música.


Com certeza álbuns como “Inferno”, “Stille” e “Elodia” se encaixam com facilidade entre os melhores de Gothic Metal. Pois com este disco não decepciona. Mesmo deixando um pouco para atrás o lado metaleiro que cumpriu um papel importante no disco “Inferno”, compensado pelo sentimentalismo e harmonia de uma produção limpa, muito intimista e marcante para quem gosta de música melancólica.

Com  “Fassade” o Lacrimosa chega no auge de suas composições. Será que Tilo conseguirá superar este disco?
Créditos: llermo

 
©2009 Musicground Podcast - Template Março modified by Snow White