
Na verdade eu prefiro vocalista pois tenho como foco o contexto de banda, onde todos são importantes e estão, em tese, no mesmo nível hierárquico. O que quero dizer com isso? Quero me ater naquela banda, seja aquela de garagem que está começando agora e seus membros púberes mal tocam seus instrumentos, seja aquela que já rodou o mundo e colhe os frutos do sucesso. O vocalista é visto muitas vezes como o cara que quer atenção, o mais desembaraçado. Até pode parecer verdade se pensarmos que é preciso ter muita coragem para, dependendo única e exclusivamente daquilo que nasceu com você, se expor em frente a vários desconhecidos, mas existem alguns aspectos que tanto mostram que isso não é necessidade de aparecer e que conseguir cantar aquela música e contagiar a platéia que está a sua frente é, além de fruto de muito trabalho, algo extremamente admirável.


Como dito antes, pode-se atribuir à música várias características e várias reações que ela provoca no ouvinte. Pode emocionar, indignar ou simplesmente proporcionar alguns momentos de diversão. Todos os instrumentos são importantes na junção musical e cabe ao vocalista a difícil missão de dar à banda uma cara, de ser uma espécie de interface para a interação entre banda e público. Ele deve passar a mensagem da música da forma que foi pensada quando composta e fazer o público receber essa mensagem. Por isso usa-se para estes integrantes o termo também de frontman ou frontwoman, tal qual uma unidade de infantaria num exército, cabe ao cantor a missão de derrubar a barreira inicial gerada pela expectativa e conseguir contagiar a audiência. Isso só é possível após muito trabalho duro e com a devida preparação emocional para aquele momento. Pois não há nada pior do que chegar na hora H e não conseguir atingir as notas adequadas por não conseguir se concentrar na respiração ou por esquecer a letra.
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